terça-feira, 29 de setembro de 2009

Formula 1 : O último fôlego do campeão Hamilton


Com o campeonato a chegar ao fim, Lewis Hamilton prepara-se para abandonar o seu trono. Mas, para a despedida, o jovem britânico mostrou as garras. No Grande Prémio de Singapura, Hamilton venceu, no primeiro pódio de Alonso, que ficou em terceiro lugar. Jenson Button caminha a passos largos para a consagração mundial e Barrichelo atrasou-se na corrida. Aliás, o britânico Button pode sagrar-se campeão já no próximo Grande Prémio (Japão).
Num ano muito atípico, a Ferrari voltou a desiludir e a Brawn já não vai deixar escapar o título, depois do domínio (quase) total que tiveram durante a época.
Hamilton venceu o segundo GP da temporada e vai tentando fazer frente à hegemonia da escuderia de Ross Brawn.

Futebol: Líder intratável, na jornada das expulsões


Braga imbatível perseguido por Benfica goleador e FC Porto madrugador
Numa jornada que prometia ser quente, as expectativas climatéricas não saíram goradas. O Braga abriu a jornada com mais uma vitória tangencial e, ao cair do pano. Em Olhão, Alan carimbou os três pontos aos 94', depois de desperdiçarem uma grande penalidade e jogarem toda a segunda parte com mais um homem em campo. A liderança foi garantida por mais uma jornada, fruto de seis vitórias consecutivas.
No primeiro clásssico do ano, o FC Porto teve uma entrada fulgurante, deixando o Sporting arrasado. Em três minutos, três oportunidades de golo, apenas uma concretizada. Muito havia para se jogar, mas estava feito o resultado. Hulk arrasou a defensiva leonina e Falcão voou para o golo. Até aos 20', mais do mesmo: o Sporting mal podia respirar e os adeptos a desesperar com tanto desperdício.
Volt-fast no encontro. Ao invés do passeio que a meia hora inaugural antevia, o FC Porto ainda passaria por algum sufoco. O Sporting começou a libertar-se e, a espaços, foi ameaçando a baliza de Helton. Na sequência de um pontapé de canto, Hélder Postiga deu o sinal de alerta, ao cabecear à trave.
Na segunda parte, o FC Porto voltou mandão dos balneários. Novas oportunidades, mais desperdício e Rui Patrício em grande. Hulk continuava endiabrado e Polga só o travou em falta. Grande penalidade e segundo amarelo para o central brasileiro. Falcão esbanjou. Com menos um homem em campo, seria o melhor período do Sporting na partida, causando um estranho desconforto aos homens da casa. Já nos descontos, Miguel Veloso viu o segundo amarelo, recebendo ordem de expulsão, os protestos da comitiva sportinguista não espantaram e a expulsão de Paulo Bento também não.
O jogo prometia ser extasiante e acabou por se estragar por polémicas e protestos descabidos.
O Benfica recebeu e venceu, facilmente, o Leixões. Apesar de uma entrada amorfa e uma primeira parte desinspirada, o Benfica chegou à vantagem nos descontos para o intervalo, por David Luiz, quando o Leixões já estava reduzido a dez unidades. Na segunda parte, tudo mais fácil. Uma grande penalidade, mais uma expulsão e o jogo descomplicou-se por completo. Daí ao 5-0, não foi preciso muito esforço. Estava feita mais uma goleada e a colagem ao segundo lugar garantida.
Foi uma jornada polémica, com muitas expulsões, muitas faltas e muitos protestos. No topo da classificação, quase tudo na mesma: Braga lidera, o Benfica persegue a dois pontos e o FC Porto a cinco. O Sporting atrasou-se um pouco e, à sexta jornada, está a oito pontos da liderança...

Hóquei em Patins: A saga continua


FC Porto conquistou 17ª Supertaça António Livramento
Na estreia das novas regras de arbitragem, o FC Porto não foi em novidades e conquistou mais uma Supertaça, troféu que junta ao octo-campeonato e à Taça de Portugal. Apesar de alguma confusão, os campeões nacionais pautaram-se pela superioridade habitual.
Algum equilíbrio na primeira parte, com o Benfica a estar em vantagem por duas ocasiões, mas o FC Porto foi providencial a chegar ao empate. Primeiro, respondeu ao golo no reatar do encontro, gorando quaisquer expectativas do adversário de fazer crescer o marcador.
Depois, chegou o tumulto. Numa falta inexistente, o árbitro assinalou livre directo favorável ao Benfica, mostrou cartão azul a Pedro Gil e consequentes dois minutos de inferioridade numérica para o FC Porto. Muita indignação e, dos protestos, resultou mais uma penalização: cartão azul para Franklim Pais e menos um jogador em campo. Apesar de Edo Bosch adiar, a vantagem benfiquista não tardou. Perto do intervalo, com a equipa recomposta, o FC Porto voltaria a igualar a contenda.
Ânimos mais serenos para a segunda parte e os "dragões" cheios de vontade de vencer. As oportunidades sucederam-se e, malgrado algum desperdício e um Ricardo Silva muito inspirado, foi com normalidade que o FC Porto se pôs em vantagem por 5-2.
Depois, a desconcentração penalizou os azuis-e-brancos, que deixaram o Benfica aproximar-se do marcador e, a um minuto do final, reduziram para 5-4. E volta a polémica ao encontro.
O árbitro assinalou uma falta de Reinaldo Ventura, mas não sancionou o jogador com o devido cartão azul. O Benfica excedeu-se nos protestos e em vez de vantagem numérica, ficaram em inferioridade.
Muito barulho no último minuto e os "dragões" marcaram mais um golo, para fechar com 6-4 a favor.
O resultado foi justo, numa grande segunda parte do FC Porto, mas ficou a faltar muita concertação à equipa de arbitragem, que prejudicou - e muito - o espectáculo. As novas regras parecem desajustadas e não devem beneficiar a modalidade, podendo influenciar o resultado. A ausência do cartão amarelo e a inferioridade numérica pode ser muito penoso para as equipas e levar à indignação dos intervenientes. A estreia não foi nada auspiciosa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ciclismo: Oxigénio para o ciclismo português


Nelson Oliveira vice-campeão mundial de contra-relógio sub-23

Renasce a luz sobre o ciclismo português. Depois do vencedor da mais recente edição da Volta a Portugal, Nuno Ribeiro, ter acusado positivo num controlo antidoping, Nelson Oliveira faz história. O jovem da Anadia conquistou a medalha de prata no contra-relógio sub-23, nos Mundias de ciclismo, a decorrer na Suíça, ao ficar a escassos 19 segundos do vencedor, o australiano Jack Bobridge. Aos 20 anos, Nelson relança a esperança num futuro mais risonho para a modalidade em Portugal, ao obter o mais significante registo, de sempre, num Mundial de Ciclismo.
Depois dos antípodas com Joaquim Agostinho e os mais recentes brilharetes de José Azevedo na Volta à França e a brilhante medalha de prata na prova de estrada dos Jogos Olímpicos - Atenas' 2004 - de Sérgio Paulinho, Nelson Oliveira dá um novo fôlego ao ciclismo português. E como faz falta...

Futebol: Os ensinamentos de Jesus

A fenomenal caminhada do Braga neste início de época tem suscitado muito interesse e atenção. A cidade está eufórica, os jogadores confiantes e os elogios vão-se multiplicando.
Soltam-se benesses e surgem as confusões. Neste leque parece estar Jorge Jesus, o mais confuso de todos. É que segundo o treinador do Benfica, o clube minhoto caminha no sentido nverso ao natural decorrer, numa espécie de evolução temporal ao contrário. Vejamos. As orientações de Jorge Jesus da temporada passada estão agora a surtir resultados, sendo que as mais recentes de Domingos Paciência fizeram efeito há um mês atrás. Agora, os jogadores estão imunes e limpos das indicações de Domingos. Confuso? Não tanto como o pensamento de Jesus que diz, agora, que o sucesso do Braga não espanta, visto que todo o plantel foi escolhido por ele, salvo Hugo Viana, e actua na sequência da época passada. Aliás, o próprio Jesus terá confessado ao antigo plantel que este ano lutariam pelo título. No entanto, há um mês atrás, quando o mesmo Braga falhou os objectivos europeus, ao claudicar na Liga Europa, o mesmo Jorge Jesus dispensou quaisquer responsabilidades, dizendo nada ter a ver com a "organização do clube".
Cinco vitórias consecutivas depois e liderança isolada e eis que, afinal, a responsabilidade até é do actual treinador benfiquista. Ao invés de Domingos estar a impôr, paulatinamente, os seus métodos, pareces que esses deram os frutos no início da época. Agora, os que imperam são os de Jorge Jesus, a longo prazo e à distância. Mais um ensinamento ao bom nível de Jesus.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Formula 1: "Crashgate" expulsa Briatore


Modalidade rainha dos desportos motorizados, a Formula 1 vive momentos alarmantes. Os principais carros não fazem mossa à recém criada Brawn, os campeões e candidatos à vitória desiludem e os apaniguados da modalidade não respondem às mudanças. São tempos de crise e, pouco depois de alguns colossos desistirem de abandonar a competição, eis que surge o maior escândalo da F1. Nelson Piquet Jr terá provocado o próprio acidente, afim de beneficiar o companheiro de equipa, Fernando Alonso, no Grande Prémio de Singapura, em 2008, para que o ex campeão mundial vencesse a corrida, seguindo ordens de Flavio Briatore. Como resultado, o director desportivo Briatore foi expulso a termo definitivo da Formula 1, o director técnico Pat Symonds fica arredado da F1 nos próximos cinco anos, a Renault fica com dois anos de pena suspensa e Nelsinho goza de imunidade, por ter revelado o “Crashgate”.
Chega ao fim uma série de chantagens e difamações, o “mauzão” Briatore é expulso e a família Piquet vê o nome limpo, a Renault fica na mesma e a Formula 1 pede desculpas. Quem perdeu com tudo isto? O multi-milionário Briatore? O arrependido do Nelsinho, que causou um acidente, pondo em risco os outros pilotos, o público e a ele próprio? A Renault, que ganhou a corrida em Singapura? Não… Kimi Raikonnen perdeu o Campeonato Mundial para Lewis Hamilton por um ponto e, não fosse o desfecho que Nelsinho deu a esse GP, e seria o finlandês o campeão mundial.
A F1 vai continuar, mas a podridão já tomou conta dela e depois do escândalo da McLaren Mercedes espiar a Ferrari, a principal lesada volta a ser a escuderia do “cavalinho rompante”. Tal como em 2007, ao invés da expulsão, a equipa infractora volta a ter benesses e a incorrer numa pena suspensa. Não é assim que vão salvar a Formula 1.

Futebol: À 5ª jornada, a polémica

Benfica e Sporting sofrem, FC Porto perde e Braga lidera
O Braga soma e segue, ao contar por vitórias os cinco jogos disputados esta época. A liderança é indiscutível, sobretudo para quem já defrontou (e venceu) dois candidatos ao título, Sporting e FC Porto. Veremos quanto tempo durará o fôlego do plantel de Domingos Paciência.
O Braga recebeu e bateu um FC Porto adormecido, num lance que teve tanto de crer como de felicidade. Aos 69', Alan tentou um centro tenso, mas o amortecedor Varela traiu Helton na perfeição. Sorte? Também se quer, mas é demasiado penoso resumir uma grande exibição a um lance fortuito. Os “dragões” foram muito mansinhos para a força deste Braga e só acordaram depois do golo minhoto. Golo que podia ter surgido mais cedo, caso a equipa minhota convertesse em golo a grande penalidade que ficou por assinalar aos 17’, numa dura entrada de Álvaro Pereira. Talvez os homens do FC Porto tivessem…
Com algumas unidades em baixo de forma, este FC Porto esteve muito longe daquele que defrontou, com bravura, uma das melhores equipas do mundo (Chelsea) poucos dias antes. O resultado foi o mesmo, mas no sábado, houve pouco azul em Braga.
Com claras aspirações a conquistar o pentacampeonato, a equipa de Jesualdo Ferreira terá de ter exibições mais lineares, para não ver os rivais afastarem-se na tabela.
O Benfica, com menos fulgor, sofreu para vencer em Leiria, por 2-1, com um penálti muito polémico, a dar a vitória perto do final do encontro. Jogo perigoso existe, é dentro da área, o defesa toca na bola e não em Aimar. O lance é dúbio, mas impunha-se uma única sanção: livre indirecto dentro de área. O equívoco que Cardozo converteu em golo e que deu ao Benfica os três preciosos pontos com que se isolou no 2º lugar.
Quem também aproveitou o desaire do FC Porto foi o Sporting, que se colou aos campeões nacionais na classificação. Em Alvalade, o Olhanense de Jorge Costa entrou com todo o fulgor, pondo-se em vantagem por 2-0, com dois belos apontamentos de Rabiola e Castro (cedidos pelo FC Porto). Carriço reduziu de cabeça, mas o empate vem recheado de polémica. Liedson remata contra o peito de Anselmo, mas o árbitro viu mão. Penálti, a chegar ao intervalo e João Moutinho repôs a igualdade. Na segunda parte, o irreverente Rabiola ainda atirou à barra, mas seria Vukcevic a marcar o golo da vitória para o Sporting, aos 87’.
Na próxima semana, há clássico no Dragão (com o Sporting), novo teste à resistência do líder Braga e o Benfica pode aproveitar os efeitos do clássico a Norte. Aguarda-se que os árbitros acertem os ponteiros e que deixem funcionar a lógica do futebol dentro das quatro linhas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ciclismo: A teia de Nuno Ribeiro

O ciclismo é uma modalidade em vias de extinção e a notícia do doping detectado no vencedor da última edição da Volta a Portugal derruba toda a verdade desportiva que (ainda) detinha.
Os escândalos no ciclismo extenderam-se a uma escala planetária e sucedem-se a um ritmo demasiado elevado. Em Portugal, o fim da equipa Milaneza Maia MSS, nunca explicado, levantou um véu de suspeição em torno de uma modalidade que tem vindo a perder o interesse. Agora, o conhecimento de que o “menino bonito” do ciclismo português consumiu doping é um duro golpe nas aspirações de quem sonhou granjear mais adeptos para a modalidade.
Seis anos depois, as estradas portuguesas voltavam a ter um vencedor a falar a língua de Camões. De Norte a Sul do país, foi um uno de alegria, para celebrar a conquista de Nuno Ribeiro, o mesmo que seis anos antes surpreendeu o país ao vencer na Serra da Estrela e que, com serenidade, aguentou a vantagem até ao final da prova.
Em 2009, o Sobrado, donde é natural, voltou a explodir, sucederam-se as homenagens, reviveram-se as festas. O “Contador do Sobrado” estava vivo. Franzino, trepava como ninguém, numa Volta, com mais montanha do que nunca, depois de ter pedalado com muita modéstia nas últimas edições. Afinal, os portugueses também podem ganhar. O Nuno já não era o jovem que venceu em 2003, mas era nosso e a camisola amarela ficava-lhe melhor do que a nenhum outro. Vivas ao rei.
Mas, foi tudo mentira. Uma farsa, que nós pintamos de verde-rubro. Agora, os sentimentos antes transbordados, deram lugar ao oposto: a folia é ressaca, a dedicação é desprezo, os gritos são de raiva, o amor é ódio…
Fomos traídos. Todo o país. E nada pior do que amanhecer em tempos de crise, com um valente par de cornos.
O ciclismo está moribundo, no mais fundo dos buracos. Haja credibilidade para o levantar, ou inocentes dispostos a perdoar uma das páginas mais negras do ciclismo.


sábado, 19 de setembro de 2009

Liga Europa: Favoritos confirmam estatuto

Benfica e Sporting vencem, Nacional sucumbe frente a Werder Bremen

A delegação portuguesa na Liga Europa estreou com os favoritos a confirmarem a condição superior. De novidade, só a introdução de dois árbitros de baliza, inédito até então. A experiência decorreu com normalidade, não obstante alguns lances dúbios nas imediações das balizas (cujas dúvidas se mantiveram).
O Benfica teve a missão mais facilitada ao receber o modesto Bate Borisov, da Bielorussia, que não ofereceu grande resistência, ao perder por 2-0. Os avançados Nuno Gomes e Cardozo selaram uma vitória simples e tranquila, no Estádio da Luz.
Mais complicada foi a visita do Sporting ao reduto do Heerenveen, na Holanda, onde só um Liedson muito inspirado (com a colaboração do guarda-redes local) permitiu conquistar os três pontos. Apesar do mau momento que atravessa, o Heerenveen dificultou ao máximo a tarefa leonina, ao adiantar-se no marcador por 1-0, e após a reviravolta do “Levezinho”, ainda lograram o empate a duas bolas, já perto do fim. O luso-brasileiro, habituado a não perdoar, confirmou o “hat-trick”, que deixa o Sporting muito bem colocado nesta fase de grupos.
Pior sorte teve o Nacional da Madeira, que apesar da derrota por 3-2, fez a vida negra ao super favorito Werder Bremen. Os alemães tiveram que suar para sair da Choupana com os três pontos. Depois de chegarem a uma vantagem de dois golos, a equipa de Hugo Almeida (continua lesionado) relaxou, permitindo ao Nacional encetar uma recuperação estonteante, ao empatar a contenda aos 77’. O peruano Pizarro não foi em surpresas e acordou uma equipa adormecida, com um grande golo, a repor a normalidade no marcador. O resultado não foi amistoso para os insulares, mas a exibição aguerrida e corajosa, deixa antever uma boa participação europeia. O sorteio não foi favorável, há que contrariá-lo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LC: Guerra fria

Inter e Barcelona empatam a zero na 1ª jornada da "Champions"


O primeiro embate de colossos da época acabou sem fazer mossa a qualquer uma das equipas. Um nulo no marcador não chegou a aquecer os apaniguados da modalidade, sequiosos de um confronto de estrelas, como este que teve San Siro como palco de batalha. À hora marcada, o campeão europeu Barcelona engalanou-se com as suas melhores armas para enfrentar os guerreiros de José Mourinho. Uma união galáctica, que teimava em degenerar numa guerra táctica. Resultado: as defesas impuseram-se e os disparos dos magos ofensivos não causaram vítimas.
Messi e companhia foram mais dominadores, jogaram mais e melhor, dispondo de alguams boas oportunidades para alvejar com êxito a baliza de Júlio César. Mas, o mestre da táctica, Mourinho, fez uma aposta mais defensiva e não perdeu a guerra.
Por aquilo que se viu, o Barcelona vai continuar a massacrar em todos os territórios e vai dizimar os intentos dos adversários, e o Inter deverá assegurar, com facilidade, a qualificação para a próxima fase.
O empate inicial é auspicioso para as proximas batalhas: o reconhecimento dos inimigos e os cuidados já foram tomados, a guerra fria pode dar lugar à devastação das defesas. Salve-se quem for melhor


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Futebol LC: Maldição inglesa trama ambição portista

FC Porto estreia com derrota (1-0) no terreno do Chelsea

Um FC Porto destemido e muito aguerrido não foi suficiente para entrar na Liga dos Campeões com uma vitória. Em Stamford Bridge, Anelka desfez o nulo no marcador e impôs ao tetracampeão nacional o 14º encontro sem vencer em terras de sua majestade. Entrar nesta fase de grupos a vencer é importante, mas não perder já seria bom. O poderoso avançado Anelka assim não quis e Petr Cech também ajudou, num jogo em que Helton afastou todos os fantasmas, fazendo uma exibição portentosa.
Frente a uma equipa de topo mundial, os azuis-e-brancos não se encolheram e fizeram uma exibição muito agradável, sempre próximos do golo. Pecaram na finalização e em algumas distracções defensivas, normalmente fatais frente a equipas do gabarito do Chelsea, que, a espaços, jogou com uma intensidade que sufoca quem assiste, mas esbarrou numa concentrada e compacta defesa portista.
Na retina fica a coragem exibicional e o encolhimento dos “blues”, que após o golo só respiraram quando o árbitro apitou a finalizar o encontro, que defenderam (e bem) a vantagem conquistada.
Apesar da derrota, ficam boas perspectivas para a restante qualificação. Destaque para a boa exibição da surpresa do onze, o colombiano Guarín, que se revelou uma boa aposta de Jesualdo. Pela negativa, as outras mexidas, Mariano e Rodriguez ficaram muito aquém do esperado e a equipa cresceu muito com as entradas de Varela (merecia a titularidade) e Falcão.
Dos males o menor, Atlético de Madrid empatou em casa com o Apoel, o que num grupo tão equilibrado pode ter ajudado às intenções portistas. Chelsea, FC Porto e Atlético são fortes candidatos aos dois lugares que garantem a qualificação, mas poderá estar no desconhecido Apoel a chave da diferenciação. No entanto, se jogar como o fez em Londres, dificilmente o FC Porto deixará fugir o apuramento para a próxima fase.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

US Open: Argentino vence 1º Grand Slam da carreira em maratona de cinco "sets"

Del Potro divinal destrona o ídolo Federer no sonho americano

Aos 20 anos, Juan Martin Del Potro entrou para a história do ténis, ao conquistar uma etapa de Grand Slam, a última do ano. O jovem argentino travou a senda vitoriosa do nº 1 mundial, Roger Federer, na prova americana, à sexta final consecutiva. O suíço, pentacampeão do US Open, marcou um registo inimaginável de 40 vitórias consecutivas no evento novaiorquino, travadas, agora, pelo talentoso Del Potro. Na primeira final em provas do Grand Slam, o argentino conseguiu a vitória e logo perante o recordista mundial. Em cinco “sets”, Del Potro correu sempre atrás do resultado. Federer entrou melhor e chegou facilmente à vitória no 1º “set”, por 6-3 e, quando tudo indicava que o 2º teria o mesmo destino, com o helvético, ao serviço, com 5-4 a seu favor (e 30-0 no jogo!) eis que Del Potro, reage com um “break”. Igualada a questão, o argentino foi mais forte no “tie break”. Reatado o encontro com igualdade no marcador e repete-se a história. O 3º foi conquistado por Federer, depois de conseguir quebrar o serviço por uma vez ao seu oponente, que voltaria a surpreender no 4º “set”,novamente com nota de culpa do suíço, que podia ter fechado. Novamente, o “tie break” e outra vez favorável ao gigante argentino.
Desestabilizado, o suíço entregou os pontos e, inexplicavelmente, foi presa fácil no quinto e decisivo parcial. Inacreditável como o suíço deixou fugir a vitória, que chegou a parecer fácil, mas extraordinária a forma como o jovem argentino não acusou a pressão e aproveitou as debilidades do experiente adversário, que cometeu, por exemplo, oito duplas-faltas, inédito no poderoso servidor. Fatal perante o intratável argentino, que está numa forma soberba e com a confiança em alta.
Depois do encontro, o reconhecimento. Na primeira grande vitória da carreira, Del Potro admitiu os dois sonhos há muito no horizonte: “Ganhar o US Open e ser como tu, Roger, mas para isso ainda me falta muito”. Federer sorriu e não admitiu qualquer frustração: “O que posso pedir mais?”, indagou o melhor tenista de sempre, no final de uma época em que chegou às quatro grandes finais e venceu duas (Roland Garros e Wimbledon), casou e foi pai de duas meninas.
Enorme, mesmo na derrota, o “senhor” do ténis, recebe dos adversários os maiores elogios e, as palavras de Del Potro ressalvam, não só a humildade do jovem, como toda a genialidade e ombridade do grande campeão, Roger Federer.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Futebol: O que significam as goleadas


À quarta jornada, Braga mantém a liderança da Liga, com quatro vitórias em igual número de jogos. Ligeiramente atrasados, FC Porto e Benfica empataram na primeira jornada, para depois somarem vitórias conclusivas e expressivas. Sporting venceu, mas continua sem convencer. Apesar de muito cedo, podem-se começar a filtrar os candidatos ao título. As goleadas dos arqui-rivais Benfica e FC Porto deixam subentender que a luta vai ser renhida... entre os dois. Apesar da intromissão do Braga e do sempre candidato Sporting, o final não divergirá muito do que aqui se prevê. As vitórias fáceis de Benfica e FC Porto representam não só o fortificar dos grandes, como também o enfraquecer dos pequenos, que estão apresentam, claramente, planteis mais fracos.

A goleada histórica de Benfica sobre o Setúbal, por 8-1, na Luz, traduz a força do s encarnados, mas uma jornada volvida, e o mesmo Setúbal volta a ser esmagado. Desta feita, em casa e pelo recém promovido, Leiria., por 4-0.

O FC Porto esmagou o Leixões em 45', com direito a poupanças na segunda parte, quando ao intervalo vencia por 4-0, o mesmo Leixões que na época passada surpreendeu no Dragão, mas parece incapaz de repetir semelhantes façanhas. Os constantes empates, a fraca qualidade de jogo, levam a crer que não se avizinham grandes jornadas nos estádios portugueses.

Como os títulos se costumam decidir nos jogos com os chamados pequenos, veremos por onde (e quando) parte a corda.

US Open: Regresso de sonho de Clijsters adia o momento de Wosniacki

Belga vence o US Open pela 2ª vez na estreia em finais da dinamarquesa
O regresso da belga Kim Clijsters prometia escaldar o circuito feminino. Mais de dois anos de ausência, deixaram saudades da portentosa belga. Com o ténis feminino muito debilitado, a final foi surpreendente, mas de elevado nível. Sem ritmo de jogo confirmado, Clijsters, degrau após degrau, foi incrementando o nível de jogo e ganhando sempre mais confiança. Eliminar as irmãs Williams estendeu-lhe a passadeira para a vitória e a inédita galopada para o top 20 do ranking!
Do outro lado da rede, a sensação do ano, a jovem dinamarquesa Caroline Wozniacki, estacionada no nº 9 mundial. Aos 19 anos surpreendeu (só os desatentos) ao atingir a final. Wozniacki foi a tenista que disputou mais encontros na época, mas nem isso a fez acusar cansaço ou pressão adicional. Apesar da tenra idade, Wozniacki encerrou todas as dúvidas quanto à sua promissora carreira. Na final, 7-5, 6-3 favorável à experiente belga que não esbate o sonho da emergente dinamarquesa, cujo futuro está assegurado.


Para a história, ficam dois contos de fadas: Wozniacki atingiu a primeira final de uma etapa de Grand Slam; Clijsters volta a ser rainha dos courts, depois do interregno para casar e ser mãe. Os aplausos da pequena Jada são uma lição sobre desporto e o mais valoroso troféu de Kim, que prescindiu de algumas etapas no ténis, para constituir uma família. Clijsters é hoje uma jogadora mais completa: mais simpática, mais feliz, mais forte... melhor. Porque há valores que não vêm do desporto, saúdam-se as vitórias de Kim Clijsters.

US Open: O génio de Federer e o puro sangue de Del Potro


Djokovic impotente assiste ao "momento" de Federer


Há jogos em que vale a pena começar pelo fim. Ou quase. Roger Federer liderava o encontro por dois "sets" e no 3º indicava o marcador um 6-5 favorável ao helvético. Novak Djokovic servia para não perder o encontro, mas o jogo de serviço ia fugindo, com um 0-30 a desfavor. O talentoso sérvio serviu com convicção e encontrou numa bola mais curta, a possibilidade de fazer um "amorti". Federer responde em dificuldade junto à rede, deixando todo o court em descoberto, para que Djokovic conseguisse fechar o ponto. Mas um génio pode perder o ponto mas nunca o brio. Federer corre para a bola e de costas para a rede, do fundo do court, faz um fabuloso "passing shot", por entre as pernas, em que qualquer definição por palavras jamais explanará toda a envolvência que o lance gerou (ver lance: http://www.youtube.com/watch?v=O_XUyJvIb3I). Uma das melhores jogadas de sempre, que levou ao rubro todo o Arthur Arshe Stadium. O tranquilo suíço celebrou efusivamente, perante um boquiaberto Djokovic. Nada mais havia a fazer, e Federer seguiria, pouco depois, para a final do Grand Slam americano, a sexta consecutiva, com o marcador em 7-6, 7-5, 7-5. A magia do lance espelha toda a classe e génio do nº 1 mundial, bem como a impossibilidade do sérvio Djokovic contrariar o favoritismo de Federer.
Raça de Del Potro esmaga ambições de Nadal
A outra meia final opôs o maiorquino Rafael Nadal ao argentino Juan Martín del Potro, mas a história é igualmente fácil de contar. Se a meia final anterior fica marcada pela beleza de um ponto, da segunda fica a garra de Del Potro e a inoperância de Nadal, que levou uma lição de ténis do prodígio argentino, que alcança a primeira final de um Grand Slam da sua carreira. Aos 20 anos, Del Potro foi gigante em todos os pontos, vencendo por um triplo 6-2. Apoiado numa agressividade e combatividade únicas, o argentino foi brilhante a servir e nas pancadas de direita, vulgarizando um portento como Rafael Nadal!
Na final, o cliente do costume, Roger Federer, e o emergente Del Potro, um dos tenistas de quem mais se espera futuramente e que realizou das melhores exibições neste US Open. O favoritismo recai sempre do lado do líder mundial, mas Del Potro tem uma posição a rever e provou valer muito mais do que o 6º lugar que detém na lista ATP. Engalanado com a vitória expressiva ante Nadal, promete dificultar a vida ao sempre genial Roger Federer.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

US Open: Gerações cruzadas


Serena Williams ou Kim Clijsters, Yanina Wickmayer ou Caroline Wozniacki, enfrentam-se por um lugar na grande final do último Grand Slam da temporada, nos Estados Unidos. Duas campeãs veteranas e duas jovens estreantes, naquela que será uma final inédita.

Numa prova em que as favoritas foram caindo a um ritmo alucinante, foram várias as surpresas a patentear a etapa americana, foram muitos os sonhos partidos e as metas conseguidas. Alguns sonhos continuam bem vivos.

Serena Williams tenta regressar ao nº1 do ranking WTA, que será seu caso vença a sua meia-final. Mas do outro lado da rede está Kim Clijsters, a belga ex nº 1 mundial, que regressou à competição, após dois anos de paragem. E que regresso da campeã do US Open em 2007. Sonho vivo mantém a campeã do Estoril Open 2009, a também belga Wickmayer, que aos 19 anos cumpre a página mais bonita da edição do US Open. A figurar apenas no lugar 50 da hierarquia mundial, a prodígio belga segue segura e destemida na sua caminhada triunfal em Nova York, que tem como entrave a jovem dinamarquesa Caroline Wosniacki, nº 9 mundial e forte candidata à vaga final. Wozniacki é provavelmente a mais consensual jogadora da prova. Depois de uma época soberba, Wozniacki é, aos 19 anos, a grande promessa do ténis mundial e não desiludiu na último Grand Slam da temporada. Com um ténis de enorme qualidade, não tremeu frente a nenhuma adversária, seguindo fresca depois de uma época desgastante. Se o duelo entre as veteranas Kim Clijsters e Serena promete escaldar por uma vaga, as jovens revelações tudo farão para se estrearem numa final de Grand Slam... aos 19 anos.