terça-feira, 7 de julho de 2009

Wimbledon: Roddick pôe fim à "Murraymania"


Federer faz sétima final consecutiva e enfrenta Andy Roddick

Surpresa nas meias-finais. O norte-americano Andy Roddick, 6º cabeça de série, defraudou o sonho britânico, ao derrotar a esperança escocesa Andy Murray. Wimbledon viveu momentos de grande loucura em torno do 3º melhor tenista da actualidade e candidato a vencer o Grand Slam britânico, o que não acontece há 73 anos! A espera é longa e a euforia na busca de um sucessor para Fred Perry pressionou Murray, num forte empurrão para a vitória. Mais forte do que o apoio de todo o court central de All England foi a pancada certeira de Roddick, que fez mais uma exibição estonteante, baseada num jogo de serviço, no mínimo, poderoso. O norte-americano é um verdadeiro homem-bomba. Não é só os ases que desfere (e não são poucos), mas também a fantástica eficácia de primeiros serviços portentosos, que dificultam (e muito!) a resposta ao adversário. Os parciais 6-4, 4-6, 7-6 (9/7), 7-6 (7-5) mostram o equilíbrio do encontro e a maior acutilância do norte-americano, nos momentos decisivos.
Roddick está numa forma fantástica e consegue a sua terceira final em Wimbledon, onde reencontra o adversário de sempre: Roger Federer. Ora, ter Federer do outro lado da tela não é muito bom prenúncio. E Roddick sabe-o melhor que ninguém. Em 20 encontros, averbou 18 derrotas, 3 delas em finais de Grand Slam (2 em Wimbledon). Não há duas sem três, dirá Federer. À terceira é de vez, pensará Roddick.
Federer teve uma meia-final menos conturbada do que Roddick, mas o veterano alemão Tommy Haas mostrou argumentos. 7-6 (7/3), 7-5, 6-3 foram os parciais que Federer construiu sem grandes sobressaltos, mas com elevado nível tenístico. O tenista helvético chega assim à 7ª final consecutiva em Wimbledon, na 20ª final de etapas de Grand Slam. 14 vitórias e 5 derrotas, para um único adversário, o espanhol Rafael Nadal. Roddick é o adversário que se segue e aqui o saldo é bem mais favorável a Federer, que procura um novo recorde: 15 vitórias em Grand Slam para se isolar de Pete Sampras (14).

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