terça-feira, 7 de julho de 2009

Wimbledon: O nº 1 fica-lhe tão bem!

Roger Federer bate Andy Roddick e vence 15º Grand Slam

Para um momento histórico, uma final inédita. Roger Federer precisou de 4h18 para ser, em definitivo, o melhor tenista de sempre e … da actualidade. Contra-senso? Nem por isso. Federer venceu o torneio de Wimbledon e com ele completou um total de 15 vitórias em etapas de Grand Slam, patamar nunca antes alcançado por nenhum tenista. Pete Sampras foi relegado para o segundo lugar na lista dos tenistas mais vitoriosos de sempre. E, com esta vitória, Federer ascende novamente à liderança mundial, donde esteve arredado desde Agosto do ano passado. Depois de um interregno à sua cavalgada de 237 semanas no trono, Federer reassume, agora, o seu posto.
Federer continua a fazer história. E que história se fez no court central All England. É que o norte-americano Andy Roddick tudo fez para evitar o destronar do compatriota Pete Sampras. Foram precisos 77 jogos para se apurar o vencedor, na mais longa final de etapas de Grand Slam, que culminou num parcial insólito de 16-14! Para um momento solene, nada melhor do que uma maratona de espectáculo tenístico, no renovado All England, perante 15.000 entusiastas da modalidade, de dois soberbos praticantes.
Roddick até começou melhor, por virtude de um “break” que conseguiu ao 12º jogo, vencendo o 1º “set” por 7-5. Num jogo muito equilibrado, os jogos de serviços foram decisivos, daí terem ocorrido apenas três “roubos” em 77 jogos. Federer colocou-se em vantagem, ao decidir a seu favor os “tie breaks” do 2º e 3º “set”, mas o norte-americano não cedeu e no 4º “set” voltou a travar o saque do helvético, empatando a contenda com um 6-3 a seu favor, levando-a para o decisivo 5º “set”.
Mas, se a final estava a ser equilibrada e emocionante, o último “set” foi electrizante e épico. Sabendo-se que em Wimbledon, não há “tie-break” no derradeiro parcial, ambos os tenistas sabiam que teriam que fazer o difícil: quebrar o serviço ao adversário. Numa partida em que reinaram os ases e uma tremenda eficácia de primeiros serviços, a tarefa não parecia nada moralizadora. Roddick conseguira-o em duas ocasiões e Federer fora mais forte nos “mini-breaks” também por duas vezes, mas para quebrar o saque do adversário, Federer precisou de 77 jogos, ao 30º jogo do 5º “set”. Memorável o poder dos serviços de ambos os tenistas. No meio de tantos recordes, o suíço teve tempo de bater um seu registo, ao fazer 50 ases! Enquanto que o bombardeiro Roddick se ficou pelos 27. Um autêntico tiroteio, que não chegou para bater o recorde do circuito do gigante Karlovic, com 55 ases. Mais uns jogos e Federer aumentava o pecúlio.
Foi a sexta vitória de Federer em Wimbledon, em sete finais consecutivas, a 15ª em etapas de Grand Slam…
São registos que nunca mais acabam e o helvético promete continuar. “Não vou parar por aqui”, garantiu Federer, visivelmente emocionado, no final da frenética partida. Nós agradecemos.

Wimbledon: Tão Serena a dominar os Grand Slam mantém ... 2ª posição

No duelo familiar mais repetido da história do ténis, foi a irmã mais nova a levar a melhor. Serena Williams (2ª WTA) foi mais forte do que Venus (3ª), numa autêntica passagem de testemunho. Serena precisou apenas de dois “sets” para suceder a Venus como vencedora de Wimbledon. 7-6 (7/3) e 6-2 são os parciais que ditam a 3ª vitória em Wimbledon da Williams mais nova, no seu 11ª Grand Slam. Não deixa de ser uma vitória surpreendente. Venus procurava o sexto título em Wimbledon e parecia mais capaz de o conseguir, depois de um torneio homogéneo, dando mostras de grande força. Serena, pelo contrário, parecia estar numa forma mais tremida. O match-point que evitou na meia-final, frente a Dementieva foi uma prova do seu hipotético abaixamento de forma.
Na final, tudo foi diferente e foi Serena a mais tranquila e mais forte das irmãs, num torneio cada vez mais familiar. Nos últimos dez anos, as irmãs Williams conquistaram a prova por… oito vezes! Um feito notável. Serena Williams superou a irmã e provou ser a melhor tenista da actualidade. Como a própria frisou no final do encontro, venceu três das últimas quatro provas de Grand Slam, estando, assim, no …. 2º lugar da hierarquia mundial. Mais insólito do que isto, só mesmo acrescentar que no nº 1 continua, destacada, a russa Dinara Safina, a mesma que nunca venceu qualquer prova do Grand Slam e que Venus Williams “atropelou” na meia-final por 6-1, 6-0.

Wimbledon: Roddick pôe fim à "Murraymania"


Federer faz sétima final consecutiva e enfrenta Andy Roddick

Surpresa nas meias-finais. O norte-americano Andy Roddick, 6º cabeça de série, defraudou o sonho britânico, ao derrotar a esperança escocesa Andy Murray. Wimbledon viveu momentos de grande loucura em torno do 3º melhor tenista da actualidade e candidato a vencer o Grand Slam britânico, o que não acontece há 73 anos! A espera é longa e a euforia na busca de um sucessor para Fred Perry pressionou Murray, num forte empurrão para a vitória. Mais forte do que o apoio de todo o court central de All England foi a pancada certeira de Roddick, que fez mais uma exibição estonteante, baseada num jogo de serviço, no mínimo, poderoso. O norte-americano é um verdadeiro homem-bomba. Não é só os ases que desfere (e não são poucos), mas também a fantástica eficácia de primeiros serviços portentosos, que dificultam (e muito!) a resposta ao adversário. Os parciais 6-4, 4-6, 7-6 (9/7), 7-6 (7-5) mostram o equilíbrio do encontro e a maior acutilância do norte-americano, nos momentos decisivos.
Roddick está numa forma fantástica e consegue a sua terceira final em Wimbledon, onde reencontra o adversário de sempre: Roger Federer. Ora, ter Federer do outro lado da tela não é muito bom prenúncio. E Roddick sabe-o melhor que ninguém. Em 20 encontros, averbou 18 derrotas, 3 delas em finais de Grand Slam (2 em Wimbledon). Não há duas sem três, dirá Federer. À terceira é de vez, pensará Roddick.
Federer teve uma meia-final menos conturbada do que Roddick, mas o veterano alemão Tommy Haas mostrou argumentos. 7-6 (7/3), 7-5, 6-3 foram os parciais que Federer construiu sem grandes sobressaltos, mas com elevado nível tenístico. O tenista helvético chega assim à 7ª final consecutiva em Wimbledon, na 20ª final de etapas de Grand Slam. 14 vitórias e 5 derrotas, para um único adversário, o espanhol Rafael Nadal. Roddick é o adversário que se segue e aqui o saldo é bem mais favorável a Federer, que procura um novo recorde: 15 vitórias em Grand Slam para se isolar de Pete Sampras (14).

sábado, 4 de julho de 2009

Wimbledon: Final Williams... outra vez

Em mais um duelo russo-americano, as norte-americanas Veus e Serena Williams sobrepuseram-se às russas Dinara Safina e Elena Dementieva, respectivamente. Num misto de força e talento, as irmãs Williams garantiram mais uma final de uma etapa de Grand Slam, a oitava, e repetem a final da edição transacta do torneio de Wimbledon. Nas meias-finais, Serena garantiu a presença na final a custo, depois da excelente réplica da nº 4 mundial Dementieva. Os parciais 6-7, 7-5, 8-6 mostram o equilíbrio como nota do encontro. Veus teve menos trabalho para bater a líder do ranking, Safina, vencendo por uns descansados 6-1, 6-0. Safina esteve irreconhecível, dando mostras de perda física nesta fase da época. Venus, pelo contrário, está no limite da sua força, na defesa do seu título.
A final tem o aguardado confronto familiar (o quarto na relva de Wimbledon), mas Serena terá uma tarefa muito complicada frente à irmã mais velha, que procura o sexto título em All England.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Futsal: Da "negra" se fez Luz para o tricampeonato


Benfica vence Belenenses e sagra-se campeão nacional

O Pavilhão da Luz viveu um momento épico e impróprio para cardíacos. O quinto jogo da final do campeonato nacional de futsal foi um rol de emoções, com direito a prolongamento, onde só o génio de Ricardinho desfez as dúvidas de um título que o Belenenses tudo fez para complicar.
É a terceira conquista consecutiva para as “águias” e a quinta nos últimos 7 anos, num claro sinal de hegemonia benfiquista na modalidade. O Belenenses vendeu cara a derrota e chegou a ter o “pássaro” na mão (nos dois sentidos). Ao quarto jogo, no Restelo, esteve a vencer por 3-0, mas a proximidade do título fê-los tremer e as “águias”, mais rapinadas na questão, levaram a decisão para casa, depois de vencer por 6-3. Na “negra”, o 2-2 no final do encontro fez prolongar as emoções, mas o 4-3 final acabou por sorrir ao Benfica, que, assim, revalidou o seu título.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Futebol: Comandante muda de pelotão


Lucho é primeira (grande) baixa da tropa portista

FC Porto e Marselha chegaram a acordo pelo médio argentino Lucho González. 18 milhões de euros para os cofres portistas e os serviços efectivos de “El Comandante” para os franceses. Lucho despede-se do FC Porto depois de 4 anos plenos de sucesso, onde se sagrou tetracampeão. Ao FC Porto cabe agora encontrar um sucessor à altura de Lucho, sendo certo que com o encaixe financeiro de Lucho, pode encarar o restante mercado de outro modo. Depois do falhanço negocial de Cissokho, o FC Porto garantiu outro fôlego para enfrentar as badaladas negociações de Bruno Alves e Lisandro Lopez, dois dos principais activos deste mercado.
Lucho, aos 28 anos, era um símbolo do clube e um dos capitães de equipa, mas 18 milhões de euros, com mais 6 em suspenso, dependendo dos objectivos atingidos pelo Marselha nos próximos 4 anos, levaram o FC Porto a prescindir dos serviços de Lucho, o comandante do tetracampeonato.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Wimbledon: Quase Michelle!

“Tie break” fatídico na derrota por 7-6, 7-6

Michelle Larcher de Brito sucumbiu face à maior experiência da italiana Francesca Schiavone (43ª WTA). A tenista portuguesa perdeu por um duplo 7-6, em dois “tie breaks”, onde a menina prodígio acusou a curta experiência em torneios de Grand Slam. Frente a uma adversária de 29 anos, a jovem Michelle de Brito vendeu muito cara a derrota. “Faltou experiência”, confessou Michelle no final do encontro. É um facto que 13 anos separam as tenistas, e também é verdade que Schiavone é a 43ª jogadora do ranking, enquanto Michelle (ainda) é 91ª. Mas, em court, a diferença foi mínima. O desempate por “tie break” podia ter caído para qualquer um dos lados, mas a maturidade e maior rodagem da italiana renderam-lhe a vitória.
Acabou assim a primeira experiência de Michelle de Brito no relvado de Wimbledon. O ritmo adquirido, a experiência e os 100 pontos amealhados para o ranking (por chegar À 2ª ronda) são a conquista da portuguesa que, aos 16 anos, é a representante maior do ténis feminino português. Depois de vencer duas rondas em Roland Garros, uma nova vitória em Wimbledon, o que perfaz o total de três vitórias em etapas do Grand Slam. Está a uma vitória de igualar o mais bem sucedido tenista português, Nuno Marques. Com apenas 16 anos!
Segue-se o US Open (quarto Grand Slam da temporada), onde Michelle terá entrada directa garantida. Onde poderá somar novas vitórias para o ténis português.
O carisma e o talento de Michelle Larcher de Brito confirmam a melhor tenista portuguesa de sempre como uma das melhores do mundo. Apesar da polémica que envolve o seu nome, o talento sobrepõe-se às demais questões ruidosas. Com raça, agressividade e muita graciosidade, Michelle Fez um “smash” ao alarido dos decibéis. Por que ela é muito mais do que isso. No imediato, Michelle de Brito não entrega os pontos à primeira a qualque adversária, independentemente do ranking que ocupem. E luta com uma garra única até ao último ponto.
Despediu-se de Wimbledon com um sorriso e agradeceu ao público o apoio demonstrado. A amabilidade do gesto faz crer que Michelle tem planos futuros para cumprir em Wimbledon.