terça-feira, 23 de junho de 2009

Wimbledon: O significado de ser maior aos 16

Michelle Brito na 2ª ronda de Wimbledon

A prodígio portuguesa Michelle Larcher de Brito, 91ª mundial, derrotou a checa Klara Zakopalova (123ª WTA), e qualificou-se para a 2ª ronda do mítico torneio de relva, Wimbledon. A melhor tenista portuguesa de sempre só precisou de dois “sets” para comprovar o estatuto de prodígio mundial, vencendo por 6-2, 7-5. Michelle fez um primeiro “set” brilhante. Aos 16 anos, foi perfeita, no jogo de serviço, na agressividade e na concentração. No segundo parcial decaiu um pouco na qualidade de todos os items, mas manteve a maturidade no tom certo, para selar o jogo no segundo “set”. E nem precisou de gritar muito…
A ex. 27ª mundial foi uma jogadora incapaz de contrariar uma Michelle Brito cada vez mais madura e segura do seu talento. Apesar de muito se falar à volta do seu jogo e, geralmente, não é do que emana da sua raquete, Michelle mostrou-se tranquila, mesmo sabendo que todos os holofotes estavam sobre si. Imune a tudo, a menina prodígio teve maturidade suficiente para fazer um dos seus melhores jogos de sempre. Os decibéis dos gritos de Michelle ferem os ouvidos a muita gente, ou então é orgulho ferido pelo talento precoce da portuguesa. Apesar da tenra idade, Michelle esteve inabalável na resposta às críticas.
Na segunda ronda terá pela frente mais uma prova de fogo. A italiana Schiavone (43ª WTA) é uma jogadora experiente e está em grande forma, prometendo complicar a vida à jovem Michelle. Para já, 100 pontos estão garantidos para o ranking, devendo subir mais alguns degraus na classificação.
Frente à Schiavone, pede-se o melhor ténis à portuguesa, a máxima concentração e agressividade. Quanto a detalhes, que grite à vontade, para que os ecos do seu jogo voltem a orgulhar Portugal.

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