terça-feira, 9 de junho de 2009

Roland Garros: Momento mágico em Paris

Roger Federer venceu Roland Garros pela primeira vez

Até que enfim! Quem gosta de ténis tem obrigatoriamente que se regozijar com a vitória de Roger Federer. O tenista helvético venceu Roland Garros, a única etapa do Grand Slam que o seu imenso palmarés não contabilizava. De recorde em recorde, Federer concentra em si, paulatinamente, a unanimidade: é o melhor tenista de sempre, dizem colegas e comentadores da modalidade.
Na quarta final consecutiva na terra batida de Paris, Federer logrou a vitória, a 14ª em provas do Grand Slam! Uma obra que nunca mais acaba e, a avaliar pelo fulgor dos seus 27 anos, é também uma obra inacabada.
Robin Soderling não vislumbrou quaisquer argumentos para surpreender Federer. “Deu-me uma aula de como jogar ténis”, confessou o tenista sueco, 25º da hierarquia mundial, após a derrota em três “sets”, ao fim de 1h55. Os parciais 6-1, 7-6 (7/1) e 6-4 atestam a superioridade do nº 2 mundial. Depois da eliminação precoce do ex-campeão Nadal, Federer teve de lidar com a pressão da obrigatoriedade de vencer o torneio e passou por alguns momentos complicados nas rondas anteriores. O alemão Haas e o argentino Del Potro dificultaram-lhe a vida. Na final, não tremeu. Fez um jogo solto, divertido e, consciente que era superior ao adversário, deu um recital de ténis. Esteve sempre melhor o suíço, apoiando-se num jogo de serviço soberbo e numa agressividade constante ao jogo do adversário. Soderling não logrou repetir as gracinhas anteriores, pois o talento de Federer impediu-o de voar mais alto, algo que Rafa Nadal, David Ferrer, Davydenko e González não almejaram.
Lavado em lágrimas, Roger Federer deixou-se cair de joelhos, tocando a terra que há tanto tempo ansiava por uma vitória sua, imediatamente após a obtenção do último ponto do encontro. Para gáudio de quinze mil espectadores eufóricos, Federer confessou estar a viver “um momento mágico”. Depois de mais de um ano a ver Nadal jogar, o helvético parece regressado à melhor forma, após a mononucleose que o afectou. Federer deixou a doença para trás e voltou às vitórias em provas do Grand Slam. E parece em condições de contestar o reino de Nadal, para voltar a empossar o trono, que foi seu até meados de 2008.
A vitória em Roland Garros é a consagração definitiva de Federer que, agora sim, já venceu tudo o que havia para ganhar e não tem mais nada a provar. Ao igualar as 14 vitórias de Pete Sampras, tem como meta bater o americano em títulos do Grand Slam. Depois disso, resta-lhe continuar a deleitar os amantes do ténis, presenteando-os com o seu inigualável talento, com a sua humildade comovente e com a sua alegria de vencer. Federer é um senhor do ténis e… perdoem-me a admiração, mas é o melhor tenista de sempre.

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