terça-feira, 9 de junho de 2009

Roland Garros: Conto de fadas de Soderling esbarra no sonho de Federer


O sueco Soderling não pára de surpreender. Depois de Nadal e Davydenko, foi a vez do chileno Fernando González ceder face ao 25º tenista mundial.
Soderling chegou a Paris no anonimato, mas o estatuto de tomba – gigantes 2009 já ninguém lho tira. No entanto, para o seu conto de fadas ter um final feliz, o tenista sueco terá de bater mais um cabeça de série, o suíço Roger Federer.
O nº2 da hierarquia mundial alcançou a quarta final consecutiva em Roland Garros, a primeira sem Rafa Nadal do outro lado da rede, no único Grand Slam que falta no vasto palmarés do helvético.
Para se encararem na final, Soderling e Federer tiveram que suar nas meias-finais, esgotando os cinco “sets”, para garantirem lugar na tão ambicionada final de Paris. O sueco Soderling (25º ATP) eliminou o chileno Fernando González (12º), ao vencer a partida pelos parciais 6-3, 7-5, 5-7, 4-6, 6-4. Vitória que lhe garantiu a primeira grande final da carreira.
Habituado a finais está Roger Federer, que tem a oportunidade de igualar o recorde de 14 vitórias em Grand Slams, pertença de Pete Sampras. Vencer Roland Garros é o sonho de Federer, que esteve bem acordado para contrariar o bom nível do jovem Juan Martín Del Potro (5º ATP). O suíço venceu, igualmente, por 3-2, com os parciais de 3-6, 7-6 (7/2), 2-6, 6-1, 6-4. Apesar de alguma irregularidade, o tenista helvético fez por merecer a final de domingo. O argentino Del Potro deu uma boa réplica e complicou a vida a Federer, num emocionante (e bem praticado) jogo de ténis, talvez o melhor encontro até então. A perder por duas vezes, o tenista suíço manteve inabalável o sonho da vitória final em Paris, ao reagir com total segurança aos erros previamente cometidos.
Parece estar de volta à melhor forma Roger Federer. Depois de vencer o Masters de Madrid, o suíço almeja, agora, a consagração máxima no pó de tijolo. O talento do helvético aliado à vontade de ganhar Roland Garros prometem complicar a vida ao “outsider” Soderling. O sueco passa a pressão para o outro lado da tela e, com os pés bem assentes na terra (batida), escreve um lindo conto de fadas: um épico sueco com Paris como cenário.

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