
O FC Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol pela quarta vez consecutiva, depois de bater por 1-0 o Nacional da Madeira, no Estádio do Dragão. O anunciado tetra foi, antecipadamente, comemorado, a duas jornadas do término do campeonato. É o 24º título do FC Porto, o 17º da era Pinto da Costa (é o presidente com mais títulos do Mundo) e o tri de Jesualdo Ferreira (é o primeiro treinador português a conquistá-lo). O FC Porto é também o primeiro clube português a conseguir repetir o tetra.
Mas, deixemo-nos de números. O título era previsível e há algumas jornadas a esta parte parecia incontornável. A superioridade do FC Porto é tal que ninguém ousava questionar um título, que chegou a ser equacionado. No início da época, a equipa foi muito contestada, fez jogos sofríveis e teve resultados desoladores. A sequência de três derrotas consecutivas foi devastadora no seio da equipa, tal o hábito no sentido inverso. Jesualdo Ferreira falou de uma equipa nova, em crescendo e que ainda estava muito longe do que poderia fazer. Soaram críticas, pediram-se cabeças. Mas, no FC Porto é raro errar-se. Um dos grandes méritos do técnico portista foi tornar credíveis as suas palavras. Dentro da instituição, mas também fora. Também os adeptos quiseram acreditar que o treinador tinha razão.
À segunda derrota consecutiva para o campeonato (a 3ª no geral, com a caseira ante o Dínamo de Kiev), Bruno Alves assumiu-se como o grande símbolo do clube. Deslocou-se à bancada dos adeptos portistas, muito contestatários, e assumiu responsabilidades. A palavra do capitão que prometeu que o FC Porto ia dar a volta aos resultados caiu bem perante os apaniguados do clube. Jesualdo podia contar com os jogadores.
Este foi o ponto de viragem da época portista. Assumir a derrota na Figueira da Foz. Quando se previa que a equipa continuasse a afundar, com a sequela de dois jogos fora (em Kiev, para a Liga dos Campeões, e em Alvalade, para a Taça de Portugal), eis que a equipa põe em jogo as palavras de Jesualdo e Bruno Alves. Ao invés do descalabro, duas conquistas. Seguir em frente na Taça (jogam a final frente ao Paços de ferreira, a 31 de Maio) e manter em aberto a passagem aos oitavos-de-final da “Champions” mudou a equipa. De um momento para o outro, o FC Porto deixou de tremer. A equipa encontrou-se em campo, os jogadores novos assumiram-se muito valorosos e descobriram-se jovens talentos. Os mais experientes foram à luta e puxaram pela equipa. Do nada, a equipa temerosa, que estava a fazer um campeonato para esquecer, tornou-se na melhor equipa portista desde Mourinho.
Rolando tomou de assalto um lugar na equipa e não mais o largou, chegando mais tarde à Selecção Nacional. Fernando fez esquecer Paulo Assunção num ápice. Rodriguez recuperou dos problemas físicos e a titularidade assenta-lhe como uma luva. Hulk foi a surpresa do campeonato e Cissokho chegou mais tarde, mas teve a melhor adaptação possível ao FC Porto, fazendo uma segunda volta estupenda. Dos restantes, Bruno Alves provou merecer a mítica camisola 2, Raul Meireles foi o patrão do meio campo e um dos mais influentes na caminhada para o tetra, Lucho foi classe, foi luta e foi tudo o que lhe pediram. Lisandro foi menos golos, mas foi mais assistências e continua a ser um dos melhores goleadores da “Champions” deste ano, Mariano surpreendeu e Tomás Costa teve uma integração à campeão. Farias continua a ser rei e senhor nas segundas voltas e um goleador sempre à espera de jogar, para marcar. Não vou falar de todos, mas todos mereciam, porque foram enormes, apesar da trepidação inicial.
Terminam a época de recorde em recorde e na Trofa, podem mesmo igualar a marca de António Oliveira de 11 vitórias consecutivas fora. Depois dos quartos-de-final na Liga dos Campeões, das meias-finais da Taça da Liga, da final da Taça de Portugal (ainda por decidir), o título nacional. Foi uma época de trás para a frente da mais poderosa equipa portuguesa. Lá fora, expulsou categoricamente o Atlético de Madrid e fez tremer o Manchester United. Não se pode pedir muito mais.
Com três “match points” pela frente, o FC Porto não se fez rogado e disse “game over” na primeira oportunidade. Depois da assunção humana na Figueira da Foz, na reviravolta da época, Bruno Alves teve novamente cabeça para dar seguimento ao projecto que prometera. Num canto ensaiado, Raul Meireles cruzou milimetricamente para a cabeça de Lisandro, ao segundo poste, atrasar para Bruno Alves que, da marca de penalty, cabeceou para o fundo da baliza. Com a segurança de Helton na baliza, e sob o aplauso de Lucho na bancada, ali estava a emergir o talento dos “tetras” portistas. Outros fizeram o tri, alguns bisaram no campeonato e muitos mais se estrearam nas conquistas. Foi suada, tal como ontem perante o Nacional da Madeira. Pouco importava a exibição. Houve muito mais coração do que razão, numa equipa que passeou muita classe pelos relvados de Portugal (e não só). Ontem era dia de festa, que eclodiu no Dragão, por Bruno Alves, mas teve ecos por toda a Invicta, um pouco por todo o país e em todo o Mundo se espalhou que o FC Porto é campeão de Portugal. Isto repetido quatro vezes. O FC Porto é tetra campeão.
Mas, deixemo-nos de números. O título era previsível e há algumas jornadas a esta parte parecia incontornável. A superioridade do FC Porto é tal que ninguém ousava questionar um título, que chegou a ser equacionado. No início da época, a equipa foi muito contestada, fez jogos sofríveis e teve resultados desoladores. A sequência de três derrotas consecutivas foi devastadora no seio da equipa, tal o hábito no sentido inverso. Jesualdo Ferreira falou de uma equipa nova, em crescendo e que ainda estava muito longe do que poderia fazer. Soaram críticas, pediram-se cabeças. Mas, no FC Porto é raro errar-se. Um dos grandes méritos do técnico portista foi tornar credíveis as suas palavras. Dentro da instituição, mas também fora. Também os adeptos quiseram acreditar que o treinador tinha razão.
À segunda derrota consecutiva para o campeonato (a 3ª no geral, com a caseira ante o Dínamo de Kiev), Bruno Alves assumiu-se como o grande símbolo do clube. Deslocou-se à bancada dos adeptos portistas, muito contestatários, e assumiu responsabilidades. A palavra do capitão que prometeu que o FC Porto ia dar a volta aos resultados caiu bem perante os apaniguados do clube. Jesualdo podia contar com os jogadores.
Este foi o ponto de viragem da época portista. Assumir a derrota na Figueira da Foz. Quando se previa que a equipa continuasse a afundar, com a sequela de dois jogos fora (em Kiev, para a Liga dos Campeões, e em Alvalade, para a Taça de Portugal), eis que a equipa põe em jogo as palavras de Jesualdo e Bruno Alves. Ao invés do descalabro, duas conquistas. Seguir em frente na Taça (jogam a final frente ao Paços de ferreira, a 31 de Maio) e manter em aberto a passagem aos oitavos-de-final da “Champions” mudou a equipa. De um momento para o outro, o FC Porto deixou de tremer. A equipa encontrou-se em campo, os jogadores novos assumiram-se muito valorosos e descobriram-se jovens talentos. Os mais experientes foram à luta e puxaram pela equipa. Do nada, a equipa temerosa, que estava a fazer um campeonato para esquecer, tornou-se na melhor equipa portista desde Mourinho.
Rolando tomou de assalto um lugar na equipa e não mais o largou, chegando mais tarde à Selecção Nacional. Fernando fez esquecer Paulo Assunção num ápice. Rodriguez recuperou dos problemas físicos e a titularidade assenta-lhe como uma luva. Hulk foi a surpresa do campeonato e Cissokho chegou mais tarde, mas teve a melhor adaptação possível ao FC Porto, fazendo uma segunda volta estupenda. Dos restantes, Bruno Alves provou merecer a mítica camisola 2, Raul Meireles foi o patrão do meio campo e um dos mais influentes na caminhada para o tetra, Lucho foi classe, foi luta e foi tudo o que lhe pediram. Lisandro foi menos golos, mas foi mais assistências e continua a ser um dos melhores goleadores da “Champions” deste ano, Mariano surpreendeu e Tomás Costa teve uma integração à campeão. Farias continua a ser rei e senhor nas segundas voltas e um goleador sempre à espera de jogar, para marcar. Não vou falar de todos, mas todos mereciam, porque foram enormes, apesar da trepidação inicial.
Terminam a época de recorde em recorde e na Trofa, podem mesmo igualar a marca de António Oliveira de 11 vitórias consecutivas fora. Depois dos quartos-de-final na Liga dos Campeões, das meias-finais da Taça da Liga, da final da Taça de Portugal (ainda por decidir), o título nacional. Foi uma época de trás para a frente da mais poderosa equipa portuguesa. Lá fora, expulsou categoricamente o Atlético de Madrid e fez tremer o Manchester United. Não se pode pedir muito mais.
Com três “match points” pela frente, o FC Porto não se fez rogado e disse “game over” na primeira oportunidade. Depois da assunção humana na Figueira da Foz, na reviravolta da época, Bruno Alves teve novamente cabeça para dar seguimento ao projecto que prometera. Num canto ensaiado, Raul Meireles cruzou milimetricamente para a cabeça de Lisandro, ao segundo poste, atrasar para Bruno Alves que, da marca de penalty, cabeceou para o fundo da baliza. Com a segurança de Helton na baliza, e sob o aplauso de Lucho na bancada, ali estava a emergir o talento dos “tetras” portistas. Outros fizeram o tri, alguns bisaram no campeonato e muitos mais se estrearam nas conquistas. Foi suada, tal como ontem perante o Nacional da Madeira. Pouco importava a exibição. Houve muito mais coração do que razão, numa equipa que passeou muita classe pelos relvados de Portugal (e não só). Ontem era dia de festa, que eclodiu no Dragão, por Bruno Alves, mas teve ecos por toda a Invicta, um pouco por todo o país e em todo o Mundo se espalhou que o FC Porto é campeão de Portugal. Isto repetido quatro vezes. O FC Porto é tetra campeão.
directo. kkk. dalhe dalhe dalhe meu LEÃO!!!
ResponderEliminarBORA MEU VITORIA (BA)