
Não é suposto um tenista português fazer frente a um tenista do "top 20". Não é usual um tenista português acreditar (e fazer os outros acreditarem) na vitória sobre um dos melhores tenistas do mundo. Mas Frederico Gil já há muito anda a fazer sonhar os portugueses e a fazê-los acreditar que é muito mais do que o comum tenista português. Melhor classificado do que nunca no ranking ATP, Gil levou os portugueses a acreditarem numa vitória sua ante o poderoso norte-americano James Blake (16º).
Prometeu luta e frente a um Blake em grande forma, o melhor tenista português de sempre (68º) não desiludiu ninguém. Perdeu 2-1 em "sets", mas fez um jogo enorme. Enervou e fez tremer um dos melhores tenistas mundiais da última década e que está em crescendo de forma. Ao ganhar o primeiro "set" (7-5), Frederico Gil ganhou confiança e com um jogo de serviço muito limpo e regular, pôs o americano a fazer contas à vida.
No segundo "set", Blake melhorou o seu jogo de serviço, mas quando estava 4-4, Gil teve uma óptima oportunidade de fazer o "break" ao americano. Desperdiçou e com o 5-4 a desfavor, o português cedeu o seu jogo de serviço, perdendo o "set". Ao terceiro "set", Gil apareceu mais desgastado e sem a confiança com que entrara. Em sentido inverso, tudo saía bem a Blake. Com muitas falhas no primeiro serviço, Blake fez o "break" ao português logo ao segundo jogo. Apesar de se manter em jogo, era notório que Gil não tinha forças para o recuperar, perdendo por 6-2 o derradeiro "set".
James Blake, que admitira não conhecer o tenista português, desfez-se em elogios. Quanto ao português, despediu-se debaixo de uma enorme salva de palmas do pavilhão do Estoril e de quem viu a garra com que se entregou ao encontro. Com um "até para o ano", Frederico continua a prometer subir no ranking e, quiçá, vencer o Estoril Open numa próxima edição. Foi um orgulho vê-lo jogar.
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