quinta-feira, 28 de maio de 2009

Futebol LC: Messi divinal iluminou conquista europeia do Barcelona


O Olímpico de Roma recebeu os deuses do futebol e coroou Messi e Barcelona como vencedores da noite. O clube catalão superiorizou-se ao Manchester United na aguardada final da Liga dos Campeões, vencendo por 2-0. Frente a frente, o campeão europeu Manchester e a equipa que melhor futebol praticou durante a época, o Barcelona. Os críticos eram unânimes e o jogo não trouxe surpresas.
A equipa espanhola foi superior em quase todo o encontro e, a espaços, jogou ao seu melhor nível, fazendo a bola circular por toda a equipa com classe e baliza adversária no horizonte, polvilhando o campo com a magia de Messi, Iniesta e Xavi.
Os 10’ iniciais davam a entender que a história do jogo seria diferente, com o Manchester a entrar melhor e a criar algum perigo para a baliza de Valdés. No entanto, no primeiro ataque do Barcelona, veio ao de cima a facilidade ofensiva dos espanhóis. O camaronês Eto’o, em iniciativa individual, alvejou com êxito a baliza do experiente Van der Saar. Com 1-0 a seu favor, o Barcelona controlou o jogo, para o sentenciar aos 70’ por Leo Messi. Uma jogada soberba, com um centro milimétrico de Xavi a encontrar a “pulga argentina” na área inglesa, que, pasme-se, cabeceou para o fundo das redes. Um golo tão belo como surpreendente, a culminar uma época fantástica do Barcelona, que junta o troféu da “Champions” à Liga Espanhola e à Taça do Rei, conquistando a primeira “triplete” para o futebol espanhol.
Foi uma vitória do futebol, numa obra de arte orquestrada por Guardiola e desenhada por Messi e companhia. O Barcelona é, provavelmente, a melhor equipa de futebol dos últimos anos e o triunfo europeu é uma vitória do futebol espectáculo e do modelo ofensivo 4-3-3. Guardiola montou uma equipa soberba e o futebol deve ao jovem treinador os melhores espectáculos da época. Mais do que a vitória de Barcelona, ontem, presenciamos a vitória do espectáculo rendilhado sobre o futebol directo inglês. Guardiola pode celebrar, pois é o grande mentor do projecto catalão. As pinceladas de Messi e Xavi fazem o resto...

No tão badalado duelo individual, Messi levou a melhor sobre Cristiano Ronaldo, ao levar a taça para casa, bem como a distinção de melhor jogador em campo, pela organização. O argentino somou o nono golo, aumentando a vantagem no topo da lista de melhor marcador da Liga dos Campeões. Na final, como na restante época, Messi foi melhor e espalhou classe no Olímpico de Roma. Hoje, os deuses cederam lugar ao futebol e o astro argentino parece cada vez mais adaptado a ambientes transcendentais.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Roland Garros: Sob a luz de Paris, Michelle reescreve a história do ténis português

A tenista portuguesa Michelle Brito (132ª WTA) derrotou a nº 15 mundial e apurou-se para a terceira ronda do mais importante torneio mundial de terra batida, Roland Garros. Nunca o ténis português tinha subido tão alto. Fê-lo Michelle Brito, um "ás" aos 16 anos, com a raquete em punho.
Frente à chinesa Jie Zheng, a menina prodígio do ténis nacional, fez o melhor jogo de sempre em terra batida, vencendo em dois "sets" com os parciais 6-4, 6-3. Mais segura do que nunca, a portuguesa radicada nos EUA, impôs-se sobre uma tenista muito mais cotada e mais experiente. Começou mal ambos os "sets", mas nada que impedisse a melhor tenista portuguesa de sempre de arrancar a maior vitória da sua carreira, que é também um marco para o ténis nacional.
Na terceira ronda, a coqueluche portuguesa vai defrontar a francesa Aravane Rezai (57ª WTA), que aos 22 anos iguala a melhor participação no torneio de Paris (2006). Michelle já soma 40.600 euros e 220 pontos para o ranking, que lhe garantem a entrada no top 100.
O sonho de Michelle continua sexta-feira e a portuguesa parece crescer de dia para dia. Face ao favoritismo da francesa, ninguém pode menosprezar o talento de Michelle. A garra e o brilho que irradia são únicos e os portugueses começam a sofrer com a menina que surpreende o mundo e encanta o país que ostenta a sua bandeira.
Michelle trilha um percurso cada vez mais sólido e os lugares cimeiros do ranking começam a ofuscar a miragem e confundem-se com uma luz, cada vez mais próxima. O brilho de Michelle cintila e a "cidade das luzes"alia-se para iluminar o seu percurso rumo ao top.

Futebol LC: Estádio Olímpico com final de antologia e duelo de sonho


Messi ou Ronaldo e nunca Messi e Ronaldo. O debate está lançado há mais de um ano e as opiniões dividem-se umas vezes e alteram-se em outras. O Barcelona – Manchester de hoje decide o vencedor da Liga dos Campeões 2009, mas mais do que a final do ano, enaltece-se o duelo entre Messi e Ronaldo. No Olímpico de Roma, os onzes de Barcelona e Manchester vão ser liderados pelo brilho das duas estrelas maiores do futebol mundial.
Penso que a cobertura noticiosa deste encontro está a ser uma desgraça. De facto, Manchester e Barcelona são duas das melhores equipas do ano, já se sagraram campeões nos respectivos países e têm apresentado o melhor futebol da Europa. Conquistaram por mérito próprio o direito de estar na final, mas não foram só Messi e Ronaldo. Aliás, foi preciso muito mais do que isso.
Hoje, muito mais do que o duelo entre os dois jogadores, teremos um duelo entre dois colossos europeus, entre duas equipas recheadas de estrelas. E é isso que teremos de regozijar.
O encontro em campo de dois jogadores que discutem o título de melhor do mundo pode dividir as atenções. Hoje está muito mais do que isso em jogo. Está uma época para duas equipas, para dois países. E por muito que empolguem, Portugal e Argentina nem vão retirar quaisquer dividendos da partida. A discussão vai muito para além do que se passará em campo num dia apenas.
Penso que não faz sentido questionarmos falsos patriotismos. Sou admiradora confessa há já muito tempo da “pulga” argentina. Messi é único e eu rendo-me por completo ao brilho que ele erradia quando tem a bola colada ao pé esquerdo. Depois, é muito mais do que um jogador com um pé fantástico. Messi é explosivo, pródigo, impulsivo, veloz, de finta curta, opção certeira, combinações perfeitas e passe delineado. Mais? Fá-lo em prol da equipa, mas sempre para os adeptos. Corre com a bola no pé e um sorriso nos lábios. Quando sai bem, continua a sorrir, quando sai mal faz aquele ar de menino travesso que se atrasou no regresso a casa. Messi é especial. Brilha e com ele faz brilhar toda uma equipa, toda uma selecção, todo um país. Com ele, o futebol tem outra luz. Frágil, baixo e franzino, mas um resistente. O menino condenado a não ter um crescimento normal, deve ao futebol a altura que ostenta. Graças ao jeito nato para a modalidade, o Barcelona aceitou pagar-lhe o tratamento hormonal que o astro argentino carecia para se tornar numa estrela mundial. Em troca, o prodígio de 13 anos, tinha de actuar pelo clube catalão. Messi cresceu até a 1,70m e o Barcelona ganhou a fidelidade do herdeiro de Maradona no futebol argentino.
Ronaldo é um jogador diferente. Forte, dois pés fantásticos, possante no jogo aéreo, veloz a tratar a bola e a pensar o jogo, decisivo nas bolas paradas. Com ele o futebol é directo e tem no golo o único objectivo. Não tem a alegria do futebol de Messi, não tem o mesmo brilho, nem o mesmo retoque. Não digo que seja melhor ou pior, digo que é diferente.
Depois, no jogo da vida, são donos de personalidades opostas. Ronaldo é seguro e convencido das suas capacidades e usa e abusa dos elogios para se definir. Messi é tímido e prefere que sejam os outros a defini-lo. Ronaldo diz que é o melhor, Messi diz que há muitos bons jogadores e que ele é somente mais um privilegiado. Ronaldo diz que é decisivo para as vitórias da equipa, Messi diz que o trabalho da equipa foi decisivo para a vitória. Ronaldo diz que gosta de marcar golos a uma equipa em particular, Messi diz que o importante é a vitória da equipa e não os golos que marcou. Ronaldo diz que é mais fácil brilhar no Manchester do que na selecção nacional, porque a equipa inglesa é de qualidade superior, Messi brilha no Barcelona, como na selecção argentina.
No Manchester, todos adoram Ronaldo, em Inglaterra, todos os restantes o odeiam, em Portugal, as opiniões dividem-se. Uns gostam da habilidade dele e perdoam a personalidade mais arrogante. Ronaldo vangloria-se demais. Na Selecção nem sempre rende e as desculpas são desastrosas. A nível de clubes, a situação não melhora muito, Ronaldo festejou com ar sobranceiro um golo frente ao Sporting (clube que o formou), cuspiu nos adeptos do Benfica e diz gostar de marcar golos ao FC Porto. Para quê tanta provocação? Apesar de tudo, os media continuam a levá-lo ao colo, mesmo quando ele se recusa a responder-lhes ou a receber os prémios com que o homenageiam. Messi é adorado no Barcelona e admirado em Espanha. Na Argentina é o ídolo maior e muito amado um pouco por todo o mundo.
Com tantas diferenças no campo e na vida, querem mesmo entregar a bola de ouro num jogo? Sobretudo, num jogo que vai contar com jogadores soberbos como Xavi, Iniesta, Eto’o, Henry, Rooney, Berbatov ou Ferdinand. Com tanto talento congregado, com uma missão tão importante, com tanta pressão, com tanta táctica à mistura, será que Messi e Ronaldo podem tirar teimas de uma época? Mais do que isto será a influência que a equipa terá. O Barcelona é uma equipa mais balanceada para o ataque, desguarnecendo muito a defesa, enquanto o Manchester é mais compacto nas duas tarefas, o que pode cerrar mais os caminhos a Messi e deixar Ronaldo mais livre para vagabundear no contra-ataque.
A final da Liga dos Campeões é um jogo especial, que move muitas emoções, não sei até que ponto os 21 anos de Messi e os 24 de Ronaldo podem ostentar suficiente maturidade para gerir todos os componentes emocionais da final de Roma.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Basquetebol: Ovarense aguarda pela "negra" de Benfica e Académica


A Ovarense já carimbou a passagem para a final da liga de basquetebol, vencendo por 3-0 o Cab Madeira. Enquanto isso Benfica e Académica estão empatadas a 2 em partidas. A negra é no pavilhão da Luz e vai decidir quem vai enfrentar a Ovarense para o título.
O Benfica, depois de ter vencido todos os jogos da fase regular do campeonato está agora em dificuldades, depois de ter perdido os dois jogos em Coimbra. Ao terceiro "match-point", o Benfica vai tentar em casa encontrar o caminho para a final.
Enquanto isso, a Ovarense descansa à espera de adversário, que lhe pretenda tirar a supremacia no basquetebol nacional, no ano que procuram o tetracampeonato.

Hóquei em patins: FC Porto dá o primeiro passo rumo ao "octo"


O heptacampeão nacional FC Porto venceu o primeiro jogo da final do campeonato, frente à Juventude de Viana. No pavilhão de Fânzeres, o FC Porto dominou por 5-2 a equipa vianense, começando a fase final com uma vitória. Nuna final à maior de cinco jogos, o FC Porto está a duas vitórias de se consagrar campeão nacional... pela oitava vez consecutiva.

Andebol: FC Porto volta a adiantar-se na final


No Dragão Caixa, o FC Porto voltou a superiorizar-se ao Benfica, vencendo por claros 33-26, adiantando-se por 2-1 na final. Isto significa que em caso de vitória no pavilhão da Luz, na próxima quinta-feira, o FC Porto se sagra campeão nacional de andebol. Em caso de vitória caseira, teremos mais um jogo no Dragão Caixa, para decisão final.

A emoção continua e os pavilhões continuam a registar boas casas, o que é muito bom para a modalidade.

Roland Garros: Michelle e Machado brilham em Paris

O ténis português subiu mais alto do que nunca.
Quando as esperanças portuguesas estavam depositadas em Frederico Gil, eis que Michelle Brito e Rui Machado superam o compatriota e se qualificam para a segunda ronda do Grand Slam. Se Gil (66º ATP) teve azar com o sorteio, sendo eliminado na primeira ronda pelo poderoso espanhol David Ferrer (14º ATP), os conterrâneos lusitanos não deixaram créditos por mãos alheias e seguiram para a segunda ronda.
Michelle Brito (132ª WTA) tornou-se na primeira mulher portuguesa a vencer no quadro principal de Roland Garros, enquanto que o nº 2 português Rui Machado (130º ATP) se tornou no segundo homem a conseguir tal proeza, depois de Nuno Marques.
A menina prodígio do ténis português fez um jogo no nível a que já nos habituou. Frente à britânica Melanie South (121ª WTA), Michelle venceu por 2-1, com os parciais de 0-6, 7-6 (7-5) e 7-5. Apesar de começar mal, a jovem de 16 anos, teve maturidade para pôr o jogo a seu favor. A "menina dos dramas" voltou à ribalta e ressuscitou na partida, depois de parecer ter o jogo perdido. Ao contrário esteve Rui Machado, que entrou muito bem no jogo frente ao belga Kristof Vliegen (94º) pelos parciais 6-2, 6-4, 4-6, 2-6 e 6-3. Depois de estar a vencer por 2-0, nada indicava que Machado teria que levar o encontro ao quinto "set". Apesar do sofrimento, foi um grande jogo do tenista português.
Na segunda ronda, os portugueses terão a tarefa mais dificultada. Michelle vai encontrar a chinesa Jie Zheng (15ª) e Machado o chileno Fernando Gonzalez (12º). Apesar de difícil, o ténis portuguê está em alta... mais do que nunca.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Andebol: Final com inviolabilidade caseira


FC Porto e Benfica garantem espectáculo na final do campeonato de andebol. Campeão da fase regular e campeão em título, respectivamente, fazem render o melhor da modalidade no pavilhão.

Se no domingo, o FC Porto recebeu e venceu o Benfica no Dragão Caixa (32-25), agora foi a vez do Benfica devolver a receita, vencendo em casa por 32-27.

Numa final, à maior de cinco jogos, as equipas voltam a encontrar-se no próximo domingo, novamente no Dragão, sendo certo, que independentemente, do resultado, voltarão a medir forças no pavilhão da Luz.

FC Porto e Benfica são, indiscutivelmente, as melhores equipas da prova e a aliar o factor clássico, discutem a final mais apetecida do ano. Para incrementar mais ainda, à partida para o terceiro jogo, está tudo na mesma, sem nenhuma das equipas a adiantar-se para o título. A emoção está garantida e as bilheteiras agradecem.

Ténis: Três portugueses em Roland Garros

Portugal fez história. Pela primeira vez, o ténis nacional vai poder contar com três jogadores no quadro do principal torneio mundial de terra batida. Depois de Frederico Gil, com entrada directa, foi a vez de Michelle Brito e Rui Machado se juntarem através do "qualifying". Esta manhã, a menina prodígio do ténis português foi categórica frente à russa Ekaterina Ivanova, no derradeiro encontro do "qualifying". Como já aqui se escreveu, com Michelle é para sofrer. Depois de ontem, ter estado a perder o terceiro "set" por 2-0 e dar uma surpreendente reviravolta no marcador, vencendo por 6-3 a ucraniana Fenak, hoje voltou a catalisar as emoções da prova. Michelle perdeu o primeiro "set" por 0-6, não dando quiasquer mostras de ter jogo para a russa, para depois abraçar com todas as forças cada ponto, vencendo por 6-4, 6-4 os dois "sets" finais. A melhor portuguesa de sempre (132ª WTA) está cada vez mais crescida na terra batida e, com a sua garra única, é capaz do melhor e do pior... no mesmo jogo.
Pouco depois foi a vez de Rui Machado (132º ATP) carimbar a entrada no torneio parisiense. Frente ao francês Thierri Ascione (258º ATP), o segundo melhor português não sentiu grandes dificuldades, vencendo em dois "sets" pelos parciais 6-4, 6-1.
Os dados estão lançados e Portugal vai estar representado pelos três mais promissores tenistas da actualidade. Frederico Gil (67 ATP) é sempre esperança portuguesa, mas é preciso contar com Rui Machado e Michelle Brito, que fizeram um "qualifying" brioso. Se bafejados pela sorte na hora do sorteio, o trio português pode surpreender em Roland Garros.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Taça UEFA: A última fica na Ucrânia



O Shakhtar Donetsk venceu a última Taça UEFA. Para o ano, a prova dará lugar à Liga Europa, com uns moldes muito semelhantes ao da Liga dos Campeões (a nível competitivo e não só...). Os ucranianos precisaram de recorrer ao prolongamento, para levar de vencida os alemães do Werder Bremen, do português Hugo Almeida, por 2-1. O avançado não foi opção, por se encontrar castigado, tal como o médio criativo Diego e o central Metzacker, baixas de peso para os intentos alemães.
Não foi um bom jogo, mas os brasileiros do Shakhtar tiveram momentos com muito brilho, num futebol ligado e constituído por velozes ataques. O Bremen fez um jogo mais possante e o irrequieto Pizarro teve sempre muito perto do golo. Aliás, o avançado teve várias picardias com o árbitro, sobretudo, quando a terminar o prolongamento, viu anulado um golo, por uma falta muito duvidosa. O Shakhtar teve mais oportunidades e podia ter resolvido a contenda mais cedo. O pior foram os guarda-redes, sobretudo, o da turma ucraniana, com um frango monumental. O alemão, depois de algumas boas intervenções, foi mail batido no lance do segundo golo.
Para a história, fica a primeira (e última) Taça UEFA na Ucrânia, prova que há precisamente seis anos veio para Portugal pela única vez, na bagagem do FC Porto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ténis: Federer regressa às vitórias na terra (batida) de Nadal

Dizer que Roger Federer ganhou um master não parece novidade, tendo em conta o surpreendente historial de vitórias do tenista suíço. Mas, se acrescentarmos que a vitória aconteceu frente ao nº1 Rafael Nadal, na terra batida e em Madrid, parece que estamos a falar do antigo Federer. Aquele tenista que jogou até há cerca de um ano e meio, dois anos e que muitos dizem ter sido o melhor de sempre.

Foi o primeiro troféu do ano para Federer, ao derrotar na final do Masters 1000 de Madrid o eterno rival, o espanhol Rafael Nadal. A tarefa de suíço nem pareceu muito complicada, ao vencer em dois "sets" pelos parciais de 6-4, 6-4, numa exibição sem mácula.

Terra batida não é de todo o forte do suíço e é o habitat natural do maiorquino Nadal. No domingo não se deu por isso. Federer foi superior de princípio ao fim, continuando com o excelente nível que demonstrou durante todo o torneio. Nadal mostrou-se bastante agastado na final, acusando o desgaste da meia-final, uma maratona de quatro horas para derrotar o sérvio Novak Djokovic.

Depois de cinco derrotas ante Nadal, Federer parece ter encontrado o antídoto para derrotar o espanhol. E logo na sua "terra".

A uma semana de começar o épico Roland Garros, propicia-se um dos acontecimentos desportivos do ano. Federer parece motivado a vencer o Grand Slam que lhe escapa há anos e Nadal não vai querer perder a hegemonia que tem fixado nos últimos anos. Madrid foi só um aperitivo para o que se seguirá em Paris.

Sem desprezo para com o incrível poderio do Nadal, é muito bom ter a classe inigualável do Federer de volta. O espectáculo agradece.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Andebol: FC Porto vence e está na final à espera de opositor


O FC Porto já marcou lugar na final que decidirá o próximo campeão nacional de andebol. Os “dragões” só precisaram de dois jogos para eliminar a equipa do Madeira, Sad, enquanto que Benfica e Sporting vão decidir na “negra” quem fará companhia aos portistas.
Na Madeira, o FC Porto precisou de dois prolongamentos para quebrar o equilíbrio no marcador, que patenteou todo o encontro. Venceu por 30-29 e fez jus ao primeiro lugar conquistado durante a fase regular do campeonato.
Com menos emoção esteve o jogo da segunda circular, apesar do dérbi de Lisboa ainda não ter surtido um finalista. Depois da vitória do Benfica no primeiro jogo, o Sporting não deixou margem para dúvidas, cilindrando o campeão nacional por 36-25, obrigando à “negra”.
Independentemente do vencedor que sair do pavilhão da Luz, na próxima quinta-feira, está garantido que a final será mais um clássico do andebol. A modalidade agradece e as bilheteiras também.

Fórmula 1: Button soma e segue na liderança


O regresso da Fórmula 1 ao velho continente não trouxe qualquer surpresa. No Grande Prémio de Espanha, a Brawn voltou a dominar, sem que a concorrência desse qualquer mostra de atentar contra o seu poderio. Jenson Button venceu pela quarta vez em cinco provas e Rubens Barrichello voltou a ajudar à dobradinha da Brawn, apesar de Mark Webber fechar o pódio muito próximo do piloto brasileiro. A Red Bull cimentou o segundo lugar de construtores, ao colocar o segundo homem no quarto posto, o jovem germânico Sebastian Vettel.
A Ferrari e a Mercedes continuam na sombra e o campeão mundial em título Lewis Hamilton quedou-se pela nona posição e já admite ser muito difícil revalidar o título. Pelo andar da carruagem…

Basquetebol: Benfica despacha FC Porto e apura-se para as "meias"


O Benfica voltou a evidenciar uma clara supremacia frente ao FC Porto. À parte, a vitória no segundo jogo, em pleno pavilhão da Luz, o FC Porto foi uma sombra daquilo que tem sido nas últimas épocas e um espelho de toda a época, quando terminou a fase regular num modesto oitavo lugar.
Nem com a estreia do Dragão Caixa, o FC Porto conseguiu tirar proveito do apoio do seu público, perdendo, inadvertidamente, os dois jogos do fim-de-semana.
O Benfica está nas meias-finais do play-off, onde vai procurar chegar à final, frente à Académica. Na outra meia-final, Ovarense e Cab Madeira vão tentar dar sequência aos bons resultados e chegar também à final.

Estoril Open: Montañes surpreende na dupla jornada de Blake


O espanhol Albert Montañes sucede ao suíço Roger Federer na lista de vencedores do Estoril Open. Na final da 20ª edição do torneio, uma surpresa vinda da Catalunha. O 35º mundial sobrepôs-se ao favorito James Blake (16º ATP).
As condições do torneio voltaram a ser postas em causa, com a chuva a aparecer nos finais do torneio e a pôr os nervos do nova-iorquino Blake em franja. O tenista que depois de derrotar Frederico Gil na primeira ronda se tornou no preferido do público do Jamor não conseguiu vencer a final, quando nada o fazia prever.

Depois de na parte da manhã ter terminado o encontro referente à meia-final frente ao russo Nikolay Davydenko, onde teve que terminar o segundo “set” e vencer o terceiro, depois de na véspera ter perdido o primeiro “set”, antes da chuva voltar a interromper. Cerca da duas horas depois do término da partida, Blake voltou a subir ao “court”. Venceu um equilibrado primeiro “set” por 7-5 e o desgaste tornou-se notório quando podia ter fechado o encontro e não o fez. Com dois “match-points” para fazer o 6-4, o americano viu-os eliminados e pouco depois não conseguiu solucionar a seu favor um renhido “tie break”. Montañes foi-se galvanizando e Blake foi acusando os erros e o cansaço. O terceiro “set” foi o desaire do americano, que depois de um torneio ao melhor nível, não merecia despedir-se com um “set” em branco.

James Blake foi um espectáculo e foi a figura que mais abrilhantou o Vale do Jamor. Montañes exuberou com a vitória, num torneio cada vez mais “caseiro” para os espanhóis.

Hóquei em patins: FC Porto na final à procura do octocampeonato



O FC Porto venceu o Benfica pela segunda vez nas meias-finais do play-off de hóquei em patins, apurando-se para a final da prova, na qual é crónico vencedor. Depois da vitória em Fânzeres, por 1-0, o FC Porto voltou a demonstrar superioridade, vencendo no pavilhão da Luz por 4-3. Foi um jogo mais emocionante que a primeira-mão, não só pelos golos, mas sobretudo por uma maior influência do Benfica na partida. Foi uma eliminatória disputada, nem sempre bem jogada, mas com as bancadas bem preenchidas.
O Benfica esteve sempre na frente do marcador, mas os “dragões” nunca os deixaram afastar por mais de uma bola, obtendo sempre o empate. Foi assim quando Pedro Moreira fez o empate a 3 golos, mas quando parecia que a contenda ia para prolongamento, Pedro Moreira surgiu novamente no sítio certo e decidiu a eliminatória, com o 4-3 a favor dos portistas.
Na final, o FC Porto vai tentar, à maior de 5 jogos, conquistar o oitavo campeonato consecutivo, frente à Juventude de Viana. Enquanto isso, Benfica e Oliveirense vão disputar o terceiro lugar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Futebol: FC Porto campeão ao primeiro match-point



O FC Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol pela quarta vez consecutiva, depois de bater por 1-0 o Nacional da Madeira, no Estádio do Dragão. O anunciado tetra foi, antecipadamente, comemorado, a duas jornadas do término do campeonato. É o 24º título do FC Porto, o 17º da era Pinto da Costa (é o presidente com mais títulos do Mundo) e o tri de Jesualdo Ferreira (é o primeiro treinador português a conquistá-lo). O FC Porto é também o primeiro clube português a conseguir repetir o tetra.
Mas, deixemo-nos de números. O título era previsível e há algumas jornadas a esta parte parecia incontornável. A superioridade do FC Porto é tal que ninguém ousava questionar um título, que chegou a ser equacionado. No início da época, a equipa foi muito contestada, fez jogos sofríveis e teve resultados desoladores. A sequência de três derrotas consecutivas foi devastadora no seio da equipa, tal o hábito no sentido inverso. Jesualdo Ferreira falou de uma equipa nova, em crescendo e que ainda estava muito longe do que poderia fazer. Soaram críticas, pediram-se cabeças. Mas, no FC Porto é raro errar-se. Um dos grandes méritos do técnico portista foi tornar credíveis as suas palavras. Dentro da instituição, mas também fora. Também os adeptos quiseram acreditar que o treinador tinha razão.
À segunda derrota consecutiva para o campeonato (a 3ª no geral, com a caseira ante o Dínamo de Kiev), Bruno Alves assumiu-se como o grande símbolo do clube. Deslocou-se à bancada dos adeptos portistas, muito contestatários, e assumiu responsabilidades. A palavra do capitão que prometeu que o FC Porto ia dar a volta aos resultados caiu bem perante os apaniguados do clube. Jesualdo podia contar com os jogadores.
Este foi o ponto de viragem da época portista. Assumir a derrota na Figueira da Foz. Quando se previa que a equipa continuasse a afundar, com a sequela de dois jogos fora (em Kiev, para a Liga dos Campeões, e em Alvalade, para a Taça de Portugal), eis que a equipa põe em jogo as palavras de Jesualdo e Bruno Alves. Ao invés do descalabro, duas conquistas. Seguir em frente na Taça (jogam a final frente ao Paços de ferreira, a 31 de Maio) e manter em aberto a passagem aos oitavos-de-final da “Champions” mudou a equipa. De um momento para o outro, o FC Porto deixou de tremer. A equipa encontrou-se em campo, os jogadores novos assumiram-se muito valorosos e descobriram-se jovens talentos. Os mais experientes foram à luta e puxaram pela equipa. Do nada, a equipa temerosa, que estava a fazer um campeonato para esquecer, tornou-se na melhor equipa portista desde Mourinho.
Rolando tomou de assalto um lugar na equipa e não mais o largou, chegando mais tarde à Selecção Nacional. Fernando fez esquecer Paulo Assunção num ápice. Rodriguez recuperou dos problemas físicos e a titularidade assenta-lhe como uma luva. Hulk foi a surpresa do campeonato e Cissokho chegou mais tarde, mas teve a melhor adaptação possível ao FC Porto, fazendo uma segunda volta estupenda. Dos restantes, Bruno Alves provou merecer a mítica camisola 2, Raul Meireles foi o patrão do meio campo e um dos mais influentes na caminhada para o tetra, Lucho foi classe, foi luta e foi tudo o que lhe pediram. Lisandro foi menos golos, mas foi mais assistências e continua a ser um dos melhores goleadores da “Champions” deste ano, Mariano surpreendeu e Tomás Costa teve uma integração à campeão. Farias continua a ser rei e senhor nas segundas voltas e um goleador sempre à espera de jogar, para marcar. Não vou falar de todos, mas todos mereciam, porque foram enormes, apesar da trepidação inicial.
Terminam a época de recorde em recorde e na Trofa, podem mesmo igualar a marca de António Oliveira de 11 vitórias consecutivas fora. Depois dos quartos-de-final na Liga dos Campeões, das meias-finais da Taça da Liga, da final da Taça de Portugal (ainda por decidir), o título nacional. Foi uma época de trás para a frente da mais poderosa equipa portuguesa. Lá fora, expulsou categoricamente o Atlético de Madrid e fez tremer o Manchester United. Não se pode pedir muito mais.
Com três “match points” pela frente, o FC Porto não se fez rogado e disse “game over” na primeira oportunidade. Depois da assunção humana na Figueira da Foz, na reviravolta da época, Bruno Alves teve novamente cabeça para dar seguimento ao projecto que prometera. Num canto ensaiado, Raul Meireles cruzou milimetricamente para a cabeça de Lisandro, ao segundo poste, atrasar para Bruno Alves que, da marca de penalty, cabeceou para o fundo da baliza. Com a segurança de Helton na baliza, e sob o aplauso de Lucho na bancada, ali estava a emergir o talento dos “tetras” portistas. Outros fizeram o tri, alguns bisaram no campeonato e muitos mais se estrearam nas conquistas. Foi suada, tal como ontem perante o Nacional da Madeira. Pouco importava a exibição. Houve muito mais coração do que razão, numa equipa que passeou muita classe pelos relvados de Portugal (e não só). Ontem era dia de festa, que eclodiu no Dragão, por Bruno Alves, mas teve ecos por toda a Invicta, um pouco por todo o país e em todo o Mundo se espalhou que o FC Porto é campeão de Portugal. Isto repetido quatro vezes. O FC Porto é tetra campeão.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Taça UEFA: Bremen e Shakhtar discutem a última taça


O Werder Bremen, da Alemanha, e o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, são os finalistas da última Taça UEFA (para a próxima época, dará lugar à Liga Europa). Assim, um destes clubes ficará na história como o último detentor da prova, que em Portugal, tem no FC Porto o único vencedor (2002/2003). O Werder Bremen suou para vencer os compatriotas do Hamburgo, por 3-2, depois de terem perdido na primeira-mão, em casa, por 1-0. A equipa do português Hugo Almeida teve estofo para se deslocar ao recinto rival e carimbar a passagem para a final de Istambul, numa espectacular reviravolta. Depois de estarem a perder por 1-0, o Bremen, deu a volta para 3-1, tendo o Hamburgo reduzido, já no final, pelo inevitável Olic. Hugo Almeida foi influente no terceiro golo, mas depois viu um cartão amarelo (bastante contestado) e falhará a final, tal como o ex-portista Diego.
Na Ucrânia, depois do empate em Kiev a uma bola, o Shakhtar levou a melhor, ao vencer o Dínamo por 2-1, conseguindo a vitória muito perto do fim.
As meias-finais da Taça UEFA foram muito equilibradas e emocionantes. Oxalá, na final continuem com o espectáculo.

Andebol: "Meias" sem surpresa


Os play-offs do campeonato nacional de andebol estão ao rubro com o aproximar das grtandes decisões. Os primeiros confrontos das meias-finais não podiam ter corrido com maior normalidade, com a vitória caseira dos principais favoritos ao ceptro de campeão.
Assim, o Benfica adiantou-se na eliminatória ao vencer o velho rival Sporting, no dérbi de Lisboa. O Benfica, actual campeão em título, superiorizou-se aos "leões", vencendo no pavilhão da Luz, por 26-24.
Ontem, foi a vez do FC Porto fazer juz à regularidade patente em toda a época, derrotando o Madeira, sad, por um confortável 28-23, na estreia dos jogos oficiais no novo pavilhão portista, o Dragão Caixa. Coube ao andebol a estreia e os "dragões" não desapontaram os lisongeados espectadores.
Domingo, podem decidir-se os finalistas, em caso de repetição das vitórias da primeira mão. Caso contrário, terão que disputar a "negra", novamente em casa do Benfica e FC Porto.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Futebol LC: Barcelona chega a Roma com muita fé



E na derradeira meia-final, surge a emotividade que tem faltado na eliminatória. Um volt-fast aos 93' ditou o apuramento do Barcelona para a final da Liga dos Campeões, quando já nem o mais crédulo adepto catalão acreditava. O jogo não foi nada de especial, mas valeu pelos dois portentosos golos, um para cada lado.
O Chelsea adiantou-se no marcador, aos 9', na primeira vez que se abeirou da baliza de Valdés. Essien, após um ressalto, rematou fulgurante à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes, num golo de antologia. Depois, mais do mesmo que se tinha passado nos restantes minutos da eliminatória. O Barcelona com muito mais posse de bola, a jogar sempre à entrada da área dos "blues", mas sem conseguir criar oportunidades reais de golo. O Chelsea, em contra-ataques rápidos, foi criando sempre mais perigo, sustentado numa defesa de betão que voltou a armar e a aniquilar o poderoso ataque "blaugrana". O Barcelona foi rematando de fora, foi bombeando bolas para a área, andou sempre a sondar o golo, mas nunca pôs Petr Cech em apuros. Já reduzido a 10 (expulsão de Abidal aos 66'), o Barcelona intensificou o ataque e aos 93', com muita fé chegou ao golo. Messi rompeu pela área e abriu espaço para Iniesta, à entrada da área, rematar ao ângulo da baliza de Cech. Mais um grande golo no Stanford Bridge. A defesa que Guus Hiddink montou ruiu aos 93' do segundo jogo.
O Barcelona foi mais equipa nos dois jogos, procurou mais o golo, atacou mais, teve mais brilho no geral, mas o Chelsea não merecia sofrer o empate no tempo extra. O futebol tem destas coisas e seria igualmente injusto que, depois da época estrondosa que estão a fazer, Messi, Eto'o, Henry, Xavi e Iniesta ficassem de fora da final.
O Barcelona é a equipa que joga melhor futebol na Europa, que dá mais espectáculo e que merece mais esta final. Ontem, foram uma sombra da época que estão a fazer, deixando-se enredar pela teia defensiva do Chelsea, que tacticamente foram quase perfeitos. Deram espaço uma vez e os geniais catalães não costumam falhar muitas vezes.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Estoril Open: Grande Gil não tombou gigante Blake



Não é suposto um tenista português fazer frente a um tenista do "top 20". Não é usual um tenista português acreditar (e fazer os outros acreditarem) na vitória sobre um dos melhores tenistas do mundo. Mas Frederico Gil já há muito anda a fazer sonhar os portugueses e a fazê-los acreditar que é muito mais do que o comum tenista português. Melhor classificado do que nunca no ranking ATP, Gil levou os portugueses a acreditarem numa vitória sua ante o poderoso norte-americano James Blake (16º).
Prometeu luta e frente a um Blake em grande forma, o melhor tenista português de sempre (68º) não desiludiu ninguém. Perdeu 2-1 em "sets", mas fez um jogo enorme. Enervou e fez tremer um dos melhores tenistas mundiais da última década e que está em crescendo de forma. Ao ganhar o primeiro "set" (7-5), Frederico Gil ganhou confiança e com um jogo de serviço muito limpo e regular, pôs o americano a fazer contas à vida.
No segundo "set", Blake melhorou o seu jogo de serviço, mas quando estava 4-4, Gil teve uma óptima oportunidade de fazer o "break" ao americano. Desperdiçou e com o 5-4 a desfavor, o português cedeu o seu jogo de serviço, perdendo o "set". Ao terceiro "set", Gil apareceu mais desgastado e sem a confiança com que entrara. Em sentido inverso, tudo saía bem a Blake. Com muitas falhas no primeiro serviço, Blake fez o "break" ao português logo ao segundo jogo. Apesar de se manter em jogo, era notório que Gil não tinha forças para o recuperar, perdendo por 6-2 o derradeiro "set".
James Blake, que admitira não conhecer o tenista português, desfez-se em elogios. Quanto ao português, despediu-se debaixo de uma enorme salva de palmas do pavilhão do Estoril e de quem viu a garra com que se entregou ao encontro. Com um "até para o ano", Frederico continua a prometer subir no ranking e, quiçá, vencer o Estoril Open numa próxima edição. Foi um orgulho vê-lo jogar.

Futebol LC: Manchester "despacha" Arsenal e garante final



O Manchester United confirmou o favoritismo e carimbou o passaporte para Roma. Frente ao Arsenal, os campeões europeus não precisaram de mais de dez minutos para assegurar a segunda presença consecutiva na final da Liga dos Campeões. Com dois golos madrugadores (Park e Ronaldo), os "red devils" tornaram a difícil missão arsenalista em impossível. Depois da vitória na primeira-mão por 1-0, o Manchester deslocou-se ao Emirates Stadium determinado a resolver depressa a eliminatória.
Com o resultado feito aos 11', não se pode dizer que foi um bom jogo. O Arsenal ainda tentou causar estragos, mas uma vez mais, mostrou não ter quaisquer argumentos para estar numa fase tão avançada da prova. O Manchester ainda voltou a marcar, num contra-ataque perfeito, selado em golo por Ronaldo, para o Arsenal reduzir perto do fim, por van Persie, na conversão de uma grande penalidade indiscutível. Consequentemente, Fletcher foi expulso e não estará na final da Liga dos Campeões, por uma atitude tão infeliz, como desnecessária, tal era o fosso no marcador.
Ao terceiro jogo das meias-finais continua a faltar o espectáculo. Salvaram-se os golos, enquanto se aguarda pelo que vão fazer, esta noite, Chelsea e Barcelona.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Estoril Open: Michelle não aguentou



Ao quarto dia consecutivo a jogar no pó de tijolo do Estoril, Michelle Brito cedeu. A melhor tenista portuguesa (134ª WTA) ficou-se pela primeira ronda, ao ser eliminada pela israelita Shahar Peer (7ª cabeça-de-série), por 2-1. Depois do esforço da qualificação para entrar no quadro, Michelle não aguentou. A menina prodígio até entrou melhor e colocou-se em vantagem, vencendo o primeiro "set", por 6-4. Parecia estar lançada para derrotar a 54ª do ranking WTA, mas o que se seguiu foi o descalabro. Michelle jogou no máximo das suas forças e não aguentou o ritmo a que tem estado sujeita nos últimos jogos, perdendo os seguintes "sets" por 0-6, 0-6, onde acusou o cansaço. Apesar da derrota, aos 16 anos, Michelle Brito é uma promessa do ténis mundial e, não obstante, um qualifying tão exigente, a portuguesa ainda fez frente a uma tenista mais experiente, mais cotada e melhor fisicamente. Michelle tem muito brilho e será, seguramente, uma forte candidata a vencer futuras edições do Estoril Open.

Estoril Open: Neuza e Rui prometeram, e mais um drama de Michelle


O arranque da 20ª edição do Estoril Open não podia ser mais emocionalmente contraditório para os portugueses. Amargo pela eliminação, na primeira ronda, dos campeões nacionais Neuza Silva e Rui Machado, mas muito doce a qualificação da mais bem cotada tenista portuguesa no ranking WTA, Michelle Brito.

Mas, vamos por partes. O dia começou mal com Neuza Silva. A missão da campeã nacional era difícil, pois tinha pela frente a cabeça de série nº 1, mas depois de vencer um "set" e estar a ganhar por 4-1 o terceiro e derradeiro "set", foi inglória a maneira como Neuza se deixou perder. Benesova é muito mais cotada que Neuza, mas ontem as diferenças não foram assim tão notórias como o ranking espelha. Neuza teve o jogo na mão e se não tremesse, podia ter feito história no Estoril Open.

Depois de Neuza seguiu-se mais um drama de Michelle Brito. Bem ao seu jeito, porque com Michelle é mesmo para sofrer. Depois de ter suado durante 3h42 para vencer o embate de domingo, a menina prodígio do ténis nacional voltou a pôr os nervos dos portugueses em franja. Frente a Elena Bovina, Michelle acusou o cansaço da véspera e averbou uma pesada derrota por 6-0, 6-2. Eliminada? Nada disso. Uma desistência de última hora e Michelle reentra na prova, por ser a "lucky loser", ou seja, a derrotada do "qualifying" com melhor ranking WTA. Michelle volta a jogar hoje frente à israelita Shaar Peer. A raça de Michelle leva-a a partidas históricas. Ela acredita e como com ela é tudo tão dramático, os portugueses têm mesmo de contar com ela.

Depois disto, faltava o campeão nacional Rui Machado (124º ATP) estrear-se no "court" central do Estoril Open. Frente ao espanhol Oscar Hernandez (69º ATP), Rui Machado teve um jogo muito conseguido, mas falhou nos momentos chave do encontro. No primeiro "set" esteve muito concentrado e seguro no seu serviço, mas com uma dupla-falta, permitiu o "break" ao espanhol na pior altura (7-5). Machado mudou de atitude e entrou no segundo "set" cheio de raça e num ápice, colocou-se a vencer por 3-0. Melhor, Hernandez ficou de cabeça perdida. Uma vitória fácil por 6-1, quando já se percebia que o espanhol estava a guardar forças para o terceiro "set". Mas o português voltou a entrar bem, conseguiu o "break" ao adversário e quando já se antecipava a sua vitória, Machado ... tremeu. Perdeu um jogo de serviço e começou a denotar falta de forças. Nova vitória do espanhol por 7-5, numa grande exibição de Rui Machado.
Hoje entram em prova Frederica Piedade e Michelle Brito, com tarefas complicadas, quando se aguarda ansiosamente pela participação de Frederico Gil. Com a melhor posição de sempre no ranking (ontem apareceu em 68º), Gil enfrenta amanhã o americano James Blake (16º).

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Futebol: Caminho marítimo para o tetra



A jornada 27ª prometia ser decisiva... e foi mesmo. FC Porto venceu e aproveitou os percalços dos seus opositores para se distanciar mais ainda no topo da tabela classificativa. No sábado, o Sporting não foi além de um empate a zero, no reduto da Académica e, ao invés de colocar pressão sobre o FC Porto, os "leões" motivaram-o para mais uma goleada. Ainda no sábado, o Benfica não aproveitou o escorregão do Sporting e o segundo lugar está cada vez mais distante. Depois do empate leonino, o Benfica perdeu ante o Nacional, complicando as possibilidades de chegar à Liga dos Campeões.
Alheio a estas contas, o FC Porto visitou o Marítimo e conqusitou mais três pontos. Abriu o marcador aos 3', num encontro que venceria por 3-0, faltando apenas mais três pontos para o título, a três jornadas do fim. Coincidência ou não, o título está perto e o FC Porto não deve deixar de o alcançar no próximo domingo, perante os seus adeptos.
Mais do que os desaires de Benfica e Sporting ou até a fácil vitória portista na Madeira, é notória a superioridade azul-e-branca. O FC Porto vence e convence em qualquer campo, contra qualquer adverário. Quase não faz sentido, continuar a debater-se a questão da luta pelo título. E há ainda a facilidade com que arranjam soluções para as ausências de algumas das suas estrelas. Depois de Lucho e Hulk, o FC Porto viu-se sem o patrão do meio-campo, Raúl Merireles (contusão no joelho direito), a partir dos 21' de jogo e não tremeu. Foi a 10ª vitória consecutiva fora de casa (falta uma para igualar o recorde de António Oliveira) e uma vez mais por números expressivos. O FC Porto pode encomendar as faixas porque com a capacidade (física e mental) desta equipa, não vai demorar muito a festejar o tetra.

Ténis:Michelle Brito vence maratona no Estoril



A tenista portuguesa Michelle Brito passou à terceira e última ronda de qualificação do Estoril Open. Michelle (134ª WTA) precisou de 3h42 para derrotar a romena Alexandra Dulgheru (268ª), esgotando os três "sets" pelos parciais 7-6(9-7), 4-6, 7-5. A melhor tenista portuguesa do ranking está, assim, a uma ronda de se qualificar para o Estoril Open. Para tal, terá que derrotar hoje a russa Elena Bovina (161ª), num jogo difícil depois da maratona de ontem.
A menina prodígio do ténis nacional teve estofo para aguentar um jogo tão desgastante pela duração e pela superfície, mas também denotou as típicas falhas que lhe são apontadas. A portuguesa radicada nos EUA tem características de top mundial, mas continua sem evoluir as maiores debilidades: jogo de serviço e falta de concentração são constantes erros na jovem tenista. Michelle podia ter resolvido o encontro muito mais cedo do que o fez, mas erra o mais simples. Contudo, deu mostras da sua raça e combatividade, num dos mais emocionantes jogos da história do Estoril Open. Tem a seu desfavor, os 10 "breaks" sofridos (é certo que conseguiu outros tantos da sua adversária) e 15 duplas-faltas (contra 3 da romena), denotando que tem muito por onde evoluir. Caso o consiga, Portugal terá, finalmente, uma jogadora de top mundial.

Basquetebol: Clássico aquece playoffs


O playoff de basquetebol não podia ter começado com mais emoção. Para abrir os quartos-de-final, um clássico Benfica-FC Porto. E logo em dose dupla. Neste fim-de-semana, jogaram-se duas partidas no pavilhão da Luz. E não podia haver mais equilíbrio. O Benfica, primeiro classificado, venceu o jogo inaugural (83-64), no sábado. Mas, 24 horas depois, o FC Porto (oitavo classificado) logrou a seu resposta, vencendo o encontro (54-58). Um clássico é sempre um clássico e o FC Porto deslocou-se ao pavilhão do velho rival para lhe infligir a primeira derrota da época. Ao fim de 31 vitórias consecutivas para a Liga Profissional de Basquetebol, o Benfica perdeu pela primeira vez. O playoff está, assim, a escaldar e no próximo fim-de-semana, voltam a encontrar-se. E novamente em dose dupla, mas desta vez, no Dragão Caixa.

domingo, 3 de maio de 2009

Ténis: Gil perde primeira final da época



Frederico Gil perdeu a final do torneio chalenger de Tunis para Gaston Gáudio (ex.5º mundial). Na Tunísia, o prodígio do ténis nacional brilhou a grande altura, cedendo apenas na final ante o argentino, que também vai estar no Estoril Open. O tenista português perdeu por 2-1 (6-2, 1-6 e 6-3), na sua primeira final da época. Gil vira agora as suas atenções para o Estoril Open, onde não terá tarefa fácil. O sorteio foi aziago e Gil terá pela frente, na primeira ronda, o norte-americano James Blake (16º). Frederico Gil ocupa o 71º posto do ranking ATP, mas tem provado valer mais do que a tabela indica. Em Estoril, perante o seu público, tem a oportunidade de continuar a convencer. Derrotar o Blake já seria um grande feito e nem seria a primeira vez que o melhor tenista português de sempre derrotava um top 20.
Gil tem desbravado caminhos que nunca nenhum tenista ousou, tem subido patamares que poucos imaginaram possíveis. Ao melhor de sempre, pede-se história: se nunca nenhum português conseguiu vencer o Estoril Open, a verdade é que também nunca nenhum conseguiu entrada directa... até Gil.

Futebol: Barça cilindra Real para inglês ver



O campeonato espanhol de futebol ficou quase decidido, após a goleada infligida pelo Barcelona ao Real Madrid. Os catalães deslocaram-se ao Santiago Bernabéu e esmagaram os homens da casa, por 6-2, detonando as esperanças madrilenas pelo título. A quatro jornadas do término do campeonato, o Barcelona comanda, cavando para sete pontos a distância para o segundo classificado, o Real Madrid.
Com o título no horizonte, o Real recebeu o Barcelona com o intuito de reduzir a distância para um ponto, mas cedo se percebeu que as intenções da equipa "blaugrana" eram bem diferentes. Higuain até abriu o marcador para os da casa, mas foi pura ilusão. Henry, Puyol e Messi viraram o andamento a favor dos catalães ainda antes do intervalo. Na segunda parte, a história repetiu-se. Sérgio Ramos ainda reduziu, mas Henry, Messi e Piqué repetiram a dose, confirmando a goleada.
Foi uma mostra da imensa força ofensiva da melhor equipa da Europa, a dias de visitarem Stanford Bridje, para a Liga dos Campeões. O Chelsea, certamente, percebeu a deixa...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ténis: Frederico Gil vence duelo nacional em Tunis



O melhor tenista português de sempre, Frederico Gil (71º) fez jus ao ranking e bateu o compatriota Rui Machado (127º) por 6-1 e 7-6 e qualificou-se para as meias-finais do torneio chalenger de Tunis. Gil vai agora defrontar o croata Roko Karanusic (117º) nas meias-finais e se atendermos ao ranking ATP, Frederico Gil é favorito para chegar à final. Além dos pontos para o ranking (e dos lucros monetários), uma exibição mais positiva no torneio tunisino dará uma preciosa moral ao tenista português, em vésperas do Estoril Open, cuja participação está a suscitar enormes expectativas. Entretanto, Rui Machado, com wild card para Estoril, começa já a preparar a participação na mais importante prova nacional de ténis.
O Estoril Open começa este fim-de-semana e o cartaz (o masculino) é bastante bom. Gilles Simon, Davidenko, Ferrero, Nabaldian, Blake são nomes sonantes e todos eles estão ou já estiveram entre os dez primeiros do ranking ATP. Apesar disso, com o apoio do público, Gil pode conseguir uma gracinha. Em ano de comemorações (20º aniversário do torneio), seria a cereja no topo do bolo que um português conseguisse bater um recorde em Estoril. E Gil até entrou bem, ao ser o primeiro jogador nacional a ter entrada directa. Por que não acreditar… De jogo em jogo, Gil melhora o seu ténis e tem algumas capacidades notáveis: confiança, auto-determinação, garra e firmeza. Em terra batida, é uma força da natureza.
Mais do que os portugueses acreditarem nele, trata-se da forma como Gil acredita nele mesmo. É meio caminho andado, o resto é o que ele faz melhor com a raquete na mão.

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Hóquei em patins: FC Porto desilude e falha "meias"



O FC Porto voltou a fracassar no objectivo de se sagrar campeão europeu em hóquei em patins. No primeiro jogo da “final eight”, os heptacampeões nacionais perderam frente à equipa da casa, o Bassano, de Itália, gorando a possibilidade de se qualificarem para as meias-finais.
Sem Reinaldo Ventura, por castigo, o FC Porto mostrou-se uma equipa amorfa e sem grande capacidade ofensiva. Apesar de chegar à vantagem no marcador, o FC Porto nunca soube aproveitar as debilidades da equipa da casa, que foi crescendo paulatinamente. Depois do intervalo, o Bassano intensificou o ataque e rapidamente deu a volta ao marcador, marcando três golos em dez minutos.
Apesar de algo atordoados, foi a partir do descalabro que os dragões começaram a jogar melhor, terminando o jogo em grande nível. A dez minutos do fim, o argentino Emanuel Garcia voltou a marcar, reduzindo para um golo a diferença no encontro. Mas, apesar da avalanche ofensiva, os azuis-e-brancos não voltariam a marcar, falhando na finalização lances incríveis.
Fica a tristeza de voltarem a falhar na prova máxima do hóquei em patins mundial. E falharam por culpa própria. Provaram ser superiores do que o adversário, mas a boa réplica final foi insuficiente, depois do avanço que concederam ao Bassano. Por isso, mereceram perder, mas tinham capacidade para fazer um jogo melhor. Pena terem acordado quando já era demasiado tarde. Uma equipa que é heptacampeã nacional e que se prepara para ampliar o pecúlio interno, já merecia brilhar na Europa. E Portugal merecia.