quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Wozniacki com muito coração e alma de campeã

Se para vencer é preciso saber sofrer, em momentos determinantes, a dinamarquesa Caroline Wozniacki foi ao extremo. A nº4 mundial provou que além do enorme talento, tem uma alma que dificilmente a manterá muito mais tempo arredada da liderança mundial. Depois de uma época desgastante, em que fez mais jogos que ninguém, ela agarrou-se ao jogo de uma forma inolvidável. Depois de vencer uma "maratona" de três horas ontém, frente a Victoria Azarenka, a jovem de 19 anos, aguentou-se em mais uma batalha, em que nem o sangue faltou. O de Zvonareva, a adversária que sofreu um sangramento nasal, no decorrer do 2º "set". Wozniacki dominava o encontro (6-0, 5-3), com serviço a favor, mas descomprimiu cedo demais, o que lhe foi (quase) fatal. Permitiu o empate e depois no "tie-break", a russa foi mais forte, levando a contenda para o 3º "set".
Mais concentrada, a dinamarquesa dominava o jogo, quando o drama se impôs sobre Doha. Com um "break" à maior, Wozniacki, lesionada na coxa esquerda, deu outro significado à máxima de "saber sofrer". Foi assistida, tirou ligaduras, atirou-se para o chão, sofreu cãibras que fizeram doer a milhares de quilómetros de distância, chorou, gritou mas nunca, mesmo nunca, baixou a raquete. Conhecida pela simpatia, pela elegância e pelo desportivismo em court, Wozniacki hoje foi enorme e um exemplo para todas as tenistas, para todo o desporto. Quando se impunha a sua desistência, num jogo, que tão pouco era a eliminar, a jovem sofreu, fez sofrer, lavou-se em lágrimas, mas ganhou. Mais do que a vitória, Wozniacki conquistou o coração de quem assistiu a esta partida. O público do Qatar delirou com a jovem, os telespectadores certamente se arrepiaram um pouco por todo o mundo e não há dúvida que ao ténis feminino faltava uma campeã assim.
A combatividade, a descontracção e optimismo com que bate a bola, o talento, o modo como se agarra aos pontos, o estofo e a alma da "miss Simpatia", fazem dela uma campeã como há muito não se vê.
No final da partida, ao invés do largo sorriso habitual e dos cumprimentos ao público, eram lágrimas a patentear-lhe o rosto: lágrimas de dor, de alegria, de emoção da tenista que mal conseguiu saudar a adversária, tal era a sua debilidade. No fim, Wozniacki foi muito mais do que o lindo sorriso da nova "princesinha dos courts". Ela hoje foi a "rainha do drama", foi muito mais sentimento e o ténis ganhou um novo fôlego, depois do insólito episódio de Agassi. Af





terça-feira, 29 de setembro de 2009

Formula 1 : O último fôlego do campeão Hamilton


Com o campeonato a chegar ao fim, Lewis Hamilton prepara-se para abandonar o seu trono. Mas, para a despedida, o jovem britânico mostrou as garras. No Grande Prémio de Singapura, Hamilton venceu, no primeiro pódio de Alonso, que ficou em terceiro lugar. Jenson Button caminha a passos largos para a consagração mundial e Barrichelo atrasou-se na corrida. Aliás, o britânico Button pode sagrar-se campeão já no próximo Grande Prémio (Japão).
Num ano muito atípico, a Ferrari voltou a desiludir e a Brawn já não vai deixar escapar o título, depois do domínio (quase) total que tiveram durante a época.
Hamilton venceu o segundo GP da temporada e vai tentando fazer frente à hegemonia da escuderia de Ross Brawn.

Futebol: Líder intratável, na jornada das expulsões


Braga imbatível perseguido por Benfica goleador e FC Porto madrugador
Numa jornada que prometia ser quente, as expectativas climatéricas não saíram goradas. O Braga abriu a jornada com mais uma vitória tangencial e, ao cair do pano. Em Olhão, Alan carimbou os três pontos aos 94', depois de desperdiçarem uma grande penalidade e jogarem toda a segunda parte com mais um homem em campo. A liderança foi garantida por mais uma jornada, fruto de seis vitórias consecutivas.
No primeiro clásssico do ano, o FC Porto teve uma entrada fulgurante, deixando o Sporting arrasado. Em três minutos, três oportunidades de golo, apenas uma concretizada. Muito havia para se jogar, mas estava feito o resultado. Hulk arrasou a defensiva leonina e Falcão voou para o golo. Até aos 20', mais do mesmo: o Sporting mal podia respirar e os adeptos a desesperar com tanto desperdício.
Volt-fast no encontro. Ao invés do passeio que a meia hora inaugural antevia, o FC Porto ainda passaria por algum sufoco. O Sporting começou a libertar-se e, a espaços, foi ameaçando a baliza de Helton. Na sequência de um pontapé de canto, Hélder Postiga deu o sinal de alerta, ao cabecear à trave.
Na segunda parte, o FC Porto voltou mandão dos balneários. Novas oportunidades, mais desperdício e Rui Patrício em grande. Hulk continuava endiabrado e Polga só o travou em falta. Grande penalidade e segundo amarelo para o central brasileiro. Falcão esbanjou. Com menos um homem em campo, seria o melhor período do Sporting na partida, causando um estranho desconforto aos homens da casa. Já nos descontos, Miguel Veloso viu o segundo amarelo, recebendo ordem de expulsão, os protestos da comitiva sportinguista não espantaram e a expulsão de Paulo Bento também não.
O jogo prometia ser extasiante e acabou por se estragar por polémicas e protestos descabidos.
O Benfica recebeu e venceu, facilmente, o Leixões. Apesar de uma entrada amorfa e uma primeira parte desinspirada, o Benfica chegou à vantagem nos descontos para o intervalo, por David Luiz, quando o Leixões já estava reduzido a dez unidades. Na segunda parte, tudo mais fácil. Uma grande penalidade, mais uma expulsão e o jogo descomplicou-se por completo. Daí ao 5-0, não foi preciso muito esforço. Estava feita mais uma goleada e a colagem ao segundo lugar garantida.
Foi uma jornada polémica, com muitas expulsões, muitas faltas e muitos protestos. No topo da classificação, quase tudo na mesma: Braga lidera, o Benfica persegue a dois pontos e o FC Porto a cinco. O Sporting atrasou-se um pouco e, à sexta jornada, está a oito pontos da liderança...

Hóquei em Patins: A saga continua


FC Porto conquistou 17ª Supertaça António Livramento
Na estreia das novas regras de arbitragem, o FC Porto não foi em novidades e conquistou mais uma Supertaça, troféu que junta ao octo-campeonato e à Taça de Portugal. Apesar de alguma confusão, os campeões nacionais pautaram-se pela superioridade habitual.
Algum equilíbrio na primeira parte, com o Benfica a estar em vantagem por duas ocasiões, mas o FC Porto foi providencial a chegar ao empate. Primeiro, respondeu ao golo no reatar do encontro, gorando quaisquer expectativas do adversário de fazer crescer o marcador.
Depois, chegou o tumulto. Numa falta inexistente, o árbitro assinalou livre directo favorável ao Benfica, mostrou cartão azul a Pedro Gil e consequentes dois minutos de inferioridade numérica para o FC Porto. Muita indignação e, dos protestos, resultou mais uma penalização: cartão azul para Franklim Pais e menos um jogador em campo. Apesar de Edo Bosch adiar, a vantagem benfiquista não tardou. Perto do intervalo, com a equipa recomposta, o FC Porto voltaria a igualar a contenda.
Ânimos mais serenos para a segunda parte e os "dragões" cheios de vontade de vencer. As oportunidades sucederam-se e, malgrado algum desperdício e um Ricardo Silva muito inspirado, foi com normalidade que o FC Porto se pôs em vantagem por 5-2.
Depois, a desconcentração penalizou os azuis-e-brancos, que deixaram o Benfica aproximar-se do marcador e, a um minuto do final, reduziram para 5-4. E volta a polémica ao encontro.
O árbitro assinalou uma falta de Reinaldo Ventura, mas não sancionou o jogador com o devido cartão azul. O Benfica excedeu-se nos protestos e em vez de vantagem numérica, ficaram em inferioridade.
Muito barulho no último minuto e os "dragões" marcaram mais um golo, para fechar com 6-4 a favor.
O resultado foi justo, numa grande segunda parte do FC Porto, mas ficou a faltar muita concertação à equipa de arbitragem, que prejudicou - e muito - o espectáculo. As novas regras parecem desajustadas e não devem beneficiar a modalidade, podendo influenciar o resultado. A ausência do cartão amarelo e a inferioridade numérica pode ser muito penoso para as equipas e levar à indignação dos intervenientes. A estreia não foi nada auspiciosa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ciclismo: Oxigénio para o ciclismo português


Nelson Oliveira vice-campeão mundial de contra-relógio sub-23

Renasce a luz sobre o ciclismo português. Depois do vencedor da mais recente edição da Volta a Portugal, Nuno Ribeiro, ter acusado positivo num controlo antidoping, Nelson Oliveira faz história. O jovem da Anadia conquistou a medalha de prata no contra-relógio sub-23, nos Mundias de ciclismo, a decorrer na Suíça, ao ficar a escassos 19 segundos do vencedor, o australiano Jack Bobridge. Aos 20 anos, Nelson relança a esperança num futuro mais risonho para a modalidade em Portugal, ao obter o mais significante registo, de sempre, num Mundial de Ciclismo.
Depois dos antípodas com Joaquim Agostinho e os mais recentes brilharetes de José Azevedo na Volta à França e a brilhante medalha de prata na prova de estrada dos Jogos Olímpicos - Atenas' 2004 - de Sérgio Paulinho, Nelson Oliveira dá um novo fôlego ao ciclismo português. E como faz falta...

Futebol: Os ensinamentos de Jesus

A fenomenal caminhada do Braga neste início de época tem suscitado muito interesse e atenção. A cidade está eufórica, os jogadores confiantes e os elogios vão-se multiplicando.
Soltam-se benesses e surgem as confusões. Neste leque parece estar Jorge Jesus, o mais confuso de todos. É que segundo o treinador do Benfica, o clube minhoto caminha no sentido nverso ao natural decorrer, numa espécie de evolução temporal ao contrário. Vejamos. As orientações de Jorge Jesus da temporada passada estão agora a surtir resultados, sendo que as mais recentes de Domingos Paciência fizeram efeito há um mês atrás. Agora, os jogadores estão imunes e limpos das indicações de Domingos. Confuso? Não tanto como o pensamento de Jesus que diz, agora, que o sucesso do Braga não espanta, visto que todo o plantel foi escolhido por ele, salvo Hugo Viana, e actua na sequência da época passada. Aliás, o próprio Jesus terá confessado ao antigo plantel que este ano lutariam pelo título. No entanto, há um mês atrás, quando o mesmo Braga falhou os objectivos europeus, ao claudicar na Liga Europa, o mesmo Jorge Jesus dispensou quaisquer responsabilidades, dizendo nada ter a ver com a "organização do clube".
Cinco vitórias consecutivas depois e liderança isolada e eis que, afinal, a responsabilidade até é do actual treinador benfiquista. Ao invés de Domingos estar a impôr, paulatinamente, os seus métodos, pareces que esses deram os frutos no início da época. Agora, os que imperam são os de Jorge Jesus, a longo prazo e à distância. Mais um ensinamento ao bom nível de Jesus.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Formula 1: "Crashgate" expulsa Briatore


Modalidade rainha dos desportos motorizados, a Formula 1 vive momentos alarmantes. Os principais carros não fazem mossa à recém criada Brawn, os campeões e candidatos à vitória desiludem e os apaniguados da modalidade não respondem às mudanças. São tempos de crise e, pouco depois de alguns colossos desistirem de abandonar a competição, eis que surge o maior escândalo da F1. Nelson Piquet Jr terá provocado o próprio acidente, afim de beneficiar o companheiro de equipa, Fernando Alonso, no Grande Prémio de Singapura, em 2008, para que o ex campeão mundial vencesse a corrida, seguindo ordens de Flavio Briatore. Como resultado, o director desportivo Briatore foi expulso a termo definitivo da Formula 1, o director técnico Pat Symonds fica arredado da F1 nos próximos cinco anos, a Renault fica com dois anos de pena suspensa e Nelsinho goza de imunidade, por ter revelado o “Crashgate”.
Chega ao fim uma série de chantagens e difamações, o “mauzão” Briatore é expulso e a família Piquet vê o nome limpo, a Renault fica na mesma e a Formula 1 pede desculpas. Quem perdeu com tudo isto? O multi-milionário Briatore? O arrependido do Nelsinho, que causou um acidente, pondo em risco os outros pilotos, o público e a ele próprio? A Renault, que ganhou a corrida em Singapura? Não… Kimi Raikonnen perdeu o Campeonato Mundial para Lewis Hamilton por um ponto e, não fosse o desfecho que Nelsinho deu a esse GP, e seria o finlandês o campeão mundial.
A F1 vai continuar, mas a podridão já tomou conta dela e depois do escândalo da McLaren Mercedes espiar a Ferrari, a principal lesada volta a ser a escuderia do “cavalinho rompante”. Tal como em 2007, ao invés da expulsão, a equipa infractora volta a ter benesses e a incorrer numa pena suspensa. Não é assim que vão salvar a Formula 1.

Futebol: À 5ª jornada, a polémica

Benfica e Sporting sofrem, FC Porto perde e Braga lidera
O Braga soma e segue, ao contar por vitórias os cinco jogos disputados esta época. A liderança é indiscutível, sobretudo para quem já defrontou (e venceu) dois candidatos ao título, Sporting e FC Porto. Veremos quanto tempo durará o fôlego do plantel de Domingos Paciência.
O Braga recebeu e bateu um FC Porto adormecido, num lance que teve tanto de crer como de felicidade. Aos 69', Alan tentou um centro tenso, mas o amortecedor Varela traiu Helton na perfeição. Sorte? Também se quer, mas é demasiado penoso resumir uma grande exibição a um lance fortuito. Os “dragões” foram muito mansinhos para a força deste Braga e só acordaram depois do golo minhoto. Golo que podia ter surgido mais cedo, caso a equipa minhota convertesse em golo a grande penalidade que ficou por assinalar aos 17’, numa dura entrada de Álvaro Pereira. Talvez os homens do FC Porto tivessem…
Com algumas unidades em baixo de forma, este FC Porto esteve muito longe daquele que defrontou, com bravura, uma das melhores equipas do mundo (Chelsea) poucos dias antes. O resultado foi o mesmo, mas no sábado, houve pouco azul em Braga.
Com claras aspirações a conquistar o pentacampeonato, a equipa de Jesualdo Ferreira terá de ter exibições mais lineares, para não ver os rivais afastarem-se na tabela.
O Benfica, com menos fulgor, sofreu para vencer em Leiria, por 2-1, com um penálti muito polémico, a dar a vitória perto do final do encontro. Jogo perigoso existe, é dentro da área, o defesa toca na bola e não em Aimar. O lance é dúbio, mas impunha-se uma única sanção: livre indirecto dentro de área. O equívoco que Cardozo converteu em golo e que deu ao Benfica os três preciosos pontos com que se isolou no 2º lugar.
Quem também aproveitou o desaire do FC Porto foi o Sporting, que se colou aos campeões nacionais na classificação. Em Alvalade, o Olhanense de Jorge Costa entrou com todo o fulgor, pondo-se em vantagem por 2-0, com dois belos apontamentos de Rabiola e Castro (cedidos pelo FC Porto). Carriço reduziu de cabeça, mas o empate vem recheado de polémica. Liedson remata contra o peito de Anselmo, mas o árbitro viu mão. Penálti, a chegar ao intervalo e João Moutinho repôs a igualdade. Na segunda parte, o irreverente Rabiola ainda atirou à barra, mas seria Vukcevic a marcar o golo da vitória para o Sporting, aos 87’.
Na próxima semana, há clássico no Dragão (com o Sporting), novo teste à resistência do líder Braga e o Benfica pode aproveitar os efeitos do clássico a Norte. Aguarda-se que os árbitros acertem os ponteiros e que deixem funcionar a lógica do futebol dentro das quatro linhas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ciclismo: A teia de Nuno Ribeiro

O ciclismo é uma modalidade em vias de extinção e a notícia do doping detectado no vencedor da última edição da Volta a Portugal derruba toda a verdade desportiva que (ainda) detinha.
Os escândalos no ciclismo extenderam-se a uma escala planetária e sucedem-se a um ritmo demasiado elevado. Em Portugal, o fim da equipa Milaneza Maia MSS, nunca explicado, levantou um véu de suspeição em torno de uma modalidade que tem vindo a perder o interesse. Agora, o conhecimento de que o “menino bonito” do ciclismo português consumiu doping é um duro golpe nas aspirações de quem sonhou granjear mais adeptos para a modalidade.
Seis anos depois, as estradas portuguesas voltavam a ter um vencedor a falar a língua de Camões. De Norte a Sul do país, foi um uno de alegria, para celebrar a conquista de Nuno Ribeiro, o mesmo que seis anos antes surpreendeu o país ao vencer na Serra da Estrela e que, com serenidade, aguentou a vantagem até ao final da prova.
Em 2009, o Sobrado, donde é natural, voltou a explodir, sucederam-se as homenagens, reviveram-se as festas. O “Contador do Sobrado” estava vivo. Franzino, trepava como ninguém, numa Volta, com mais montanha do que nunca, depois de ter pedalado com muita modéstia nas últimas edições. Afinal, os portugueses também podem ganhar. O Nuno já não era o jovem que venceu em 2003, mas era nosso e a camisola amarela ficava-lhe melhor do que a nenhum outro. Vivas ao rei.
Mas, foi tudo mentira. Uma farsa, que nós pintamos de verde-rubro. Agora, os sentimentos antes transbordados, deram lugar ao oposto: a folia é ressaca, a dedicação é desprezo, os gritos são de raiva, o amor é ódio…
Fomos traídos. Todo o país. E nada pior do que amanhecer em tempos de crise, com um valente par de cornos.
O ciclismo está moribundo, no mais fundo dos buracos. Haja credibilidade para o levantar, ou inocentes dispostos a perdoar uma das páginas mais negras do ciclismo.


sábado, 19 de setembro de 2009

Liga Europa: Favoritos confirmam estatuto

Benfica e Sporting vencem, Nacional sucumbe frente a Werder Bremen

A delegação portuguesa na Liga Europa estreou com os favoritos a confirmarem a condição superior. De novidade, só a introdução de dois árbitros de baliza, inédito até então. A experiência decorreu com normalidade, não obstante alguns lances dúbios nas imediações das balizas (cujas dúvidas se mantiveram).
O Benfica teve a missão mais facilitada ao receber o modesto Bate Borisov, da Bielorussia, que não ofereceu grande resistência, ao perder por 2-0. Os avançados Nuno Gomes e Cardozo selaram uma vitória simples e tranquila, no Estádio da Luz.
Mais complicada foi a visita do Sporting ao reduto do Heerenveen, na Holanda, onde só um Liedson muito inspirado (com a colaboração do guarda-redes local) permitiu conquistar os três pontos. Apesar do mau momento que atravessa, o Heerenveen dificultou ao máximo a tarefa leonina, ao adiantar-se no marcador por 1-0, e após a reviravolta do “Levezinho”, ainda lograram o empate a duas bolas, já perto do fim. O luso-brasileiro, habituado a não perdoar, confirmou o “hat-trick”, que deixa o Sporting muito bem colocado nesta fase de grupos.
Pior sorte teve o Nacional da Madeira, que apesar da derrota por 3-2, fez a vida negra ao super favorito Werder Bremen. Os alemães tiveram que suar para sair da Choupana com os três pontos. Depois de chegarem a uma vantagem de dois golos, a equipa de Hugo Almeida (continua lesionado) relaxou, permitindo ao Nacional encetar uma recuperação estonteante, ao empatar a contenda aos 77’. O peruano Pizarro não foi em surpresas e acordou uma equipa adormecida, com um grande golo, a repor a normalidade no marcador. O resultado não foi amistoso para os insulares, mas a exibição aguerrida e corajosa, deixa antever uma boa participação europeia. O sorteio não foi favorável, há que contrariá-lo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LC: Guerra fria

Inter e Barcelona empatam a zero na 1ª jornada da "Champions"


O primeiro embate de colossos da época acabou sem fazer mossa a qualquer uma das equipas. Um nulo no marcador não chegou a aquecer os apaniguados da modalidade, sequiosos de um confronto de estrelas, como este que teve San Siro como palco de batalha. À hora marcada, o campeão europeu Barcelona engalanou-se com as suas melhores armas para enfrentar os guerreiros de José Mourinho. Uma união galáctica, que teimava em degenerar numa guerra táctica. Resultado: as defesas impuseram-se e os disparos dos magos ofensivos não causaram vítimas.
Messi e companhia foram mais dominadores, jogaram mais e melhor, dispondo de alguams boas oportunidades para alvejar com êxito a baliza de Júlio César. Mas, o mestre da táctica, Mourinho, fez uma aposta mais defensiva e não perdeu a guerra.
Por aquilo que se viu, o Barcelona vai continuar a massacrar em todos os territórios e vai dizimar os intentos dos adversários, e o Inter deverá assegurar, com facilidade, a qualificação para a próxima fase.
O empate inicial é auspicioso para as proximas batalhas: o reconhecimento dos inimigos e os cuidados já foram tomados, a guerra fria pode dar lugar à devastação das defesas. Salve-se quem for melhor


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Futebol LC: Maldição inglesa trama ambição portista

FC Porto estreia com derrota (1-0) no terreno do Chelsea

Um FC Porto destemido e muito aguerrido não foi suficiente para entrar na Liga dos Campeões com uma vitória. Em Stamford Bridge, Anelka desfez o nulo no marcador e impôs ao tetracampeão nacional o 14º encontro sem vencer em terras de sua majestade. Entrar nesta fase de grupos a vencer é importante, mas não perder já seria bom. O poderoso avançado Anelka assim não quis e Petr Cech também ajudou, num jogo em que Helton afastou todos os fantasmas, fazendo uma exibição portentosa.
Frente a uma equipa de topo mundial, os azuis-e-brancos não se encolheram e fizeram uma exibição muito agradável, sempre próximos do golo. Pecaram na finalização e em algumas distracções defensivas, normalmente fatais frente a equipas do gabarito do Chelsea, que, a espaços, jogou com uma intensidade que sufoca quem assiste, mas esbarrou numa concentrada e compacta defesa portista.
Na retina fica a coragem exibicional e o encolhimento dos “blues”, que após o golo só respiraram quando o árbitro apitou a finalizar o encontro, que defenderam (e bem) a vantagem conquistada.
Apesar da derrota, ficam boas perspectivas para a restante qualificação. Destaque para a boa exibição da surpresa do onze, o colombiano Guarín, que se revelou uma boa aposta de Jesualdo. Pela negativa, as outras mexidas, Mariano e Rodriguez ficaram muito aquém do esperado e a equipa cresceu muito com as entradas de Varela (merecia a titularidade) e Falcão.
Dos males o menor, Atlético de Madrid empatou em casa com o Apoel, o que num grupo tão equilibrado pode ter ajudado às intenções portistas. Chelsea, FC Porto e Atlético são fortes candidatos aos dois lugares que garantem a qualificação, mas poderá estar no desconhecido Apoel a chave da diferenciação. No entanto, se jogar como o fez em Londres, dificilmente o FC Porto deixará fugir o apuramento para a próxima fase.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

US Open: Argentino vence 1º Grand Slam da carreira em maratona de cinco "sets"

Del Potro divinal destrona o ídolo Federer no sonho americano

Aos 20 anos, Juan Martin Del Potro entrou para a história do ténis, ao conquistar uma etapa de Grand Slam, a última do ano. O jovem argentino travou a senda vitoriosa do nº 1 mundial, Roger Federer, na prova americana, à sexta final consecutiva. O suíço, pentacampeão do US Open, marcou um registo inimaginável de 40 vitórias consecutivas no evento novaiorquino, travadas, agora, pelo talentoso Del Potro. Na primeira final em provas do Grand Slam, o argentino conseguiu a vitória e logo perante o recordista mundial. Em cinco “sets”, Del Potro correu sempre atrás do resultado. Federer entrou melhor e chegou facilmente à vitória no 1º “set”, por 6-3 e, quando tudo indicava que o 2º teria o mesmo destino, com o helvético, ao serviço, com 5-4 a seu favor (e 30-0 no jogo!) eis que Del Potro, reage com um “break”. Igualada a questão, o argentino foi mais forte no “tie break”. Reatado o encontro com igualdade no marcador e repete-se a história. O 3º foi conquistado por Federer, depois de conseguir quebrar o serviço por uma vez ao seu oponente, que voltaria a surpreender no 4º “set”,novamente com nota de culpa do suíço, que podia ter fechado. Novamente, o “tie break” e outra vez favorável ao gigante argentino.
Desestabilizado, o suíço entregou os pontos e, inexplicavelmente, foi presa fácil no quinto e decisivo parcial. Inacreditável como o suíço deixou fugir a vitória, que chegou a parecer fácil, mas extraordinária a forma como o jovem argentino não acusou a pressão e aproveitou as debilidades do experiente adversário, que cometeu, por exemplo, oito duplas-faltas, inédito no poderoso servidor. Fatal perante o intratável argentino, que está numa forma soberba e com a confiança em alta.
Depois do encontro, o reconhecimento. Na primeira grande vitória da carreira, Del Potro admitiu os dois sonhos há muito no horizonte: “Ganhar o US Open e ser como tu, Roger, mas para isso ainda me falta muito”. Federer sorriu e não admitiu qualquer frustração: “O que posso pedir mais?”, indagou o melhor tenista de sempre, no final de uma época em que chegou às quatro grandes finais e venceu duas (Roland Garros e Wimbledon), casou e foi pai de duas meninas.
Enorme, mesmo na derrota, o “senhor” do ténis, recebe dos adversários os maiores elogios e, as palavras de Del Potro ressalvam, não só a humildade do jovem, como toda a genialidade e ombridade do grande campeão, Roger Federer.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Futebol: O que significam as goleadas


À quarta jornada, Braga mantém a liderança da Liga, com quatro vitórias em igual número de jogos. Ligeiramente atrasados, FC Porto e Benfica empataram na primeira jornada, para depois somarem vitórias conclusivas e expressivas. Sporting venceu, mas continua sem convencer. Apesar de muito cedo, podem-se começar a filtrar os candidatos ao título. As goleadas dos arqui-rivais Benfica e FC Porto deixam subentender que a luta vai ser renhida... entre os dois. Apesar da intromissão do Braga e do sempre candidato Sporting, o final não divergirá muito do que aqui se prevê. As vitórias fáceis de Benfica e FC Porto representam não só o fortificar dos grandes, como também o enfraquecer dos pequenos, que estão apresentam, claramente, planteis mais fracos.

A goleada histórica de Benfica sobre o Setúbal, por 8-1, na Luz, traduz a força do s encarnados, mas uma jornada volvida, e o mesmo Setúbal volta a ser esmagado. Desta feita, em casa e pelo recém promovido, Leiria., por 4-0.

O FC Porto esmagou o Leixões em 45', com direito a poupanças na segunda parte, quando ao intervalo vencia por 4-0, o mesmo Leixões que na época passada surpreendeu no Dragão, mas parece incapaz de repetir semelhantes façanhas. Os constantes empates, a fraca qualidade de jogo, levam a crer que não se avizinham grandes jornadas nos estádios portugueses.

Como os títulos se costumam decidir nos jogos com os chamados pequenos, veremos por onde (e quando) parte a corda.

US Open: Regresso de sonho de Clijsters adia o momento de Wosniacki

Belga vence o US Open pela 2ª vez na estreia em finais da dinamarquesa
O regresso da belga Kim Clijsters prometia escaldar o circuito feminino. Mais de dois anos de ausência, deixaram saudades da portentosa belga. Com o ténis feminino muito debilitado, a final foi surpreendente, mas de elevado nível. Sem ritmo de jogo confirmado, Clijsters, degrau após degrau, foi incrementando o nível de jogo e ganhando sempre mais confiança. Eliminar as irmãs Williams estendeu-lhe a passadeira para a vitória e a inédita galopada para o top 20 do ranking!
Do outro lado da rede, a sensação do ano, a jovem dinamarquesa Caroline Wozniacki, estacionada no nº 9 mundial. Aos 19 anos surpreendeu (só os desatentos) ao atingir a final. Wozniacki foi a tenista que disputou mais encontros na época, mas nem isso a fez acusar cansaço ou pressão adicional. Apesar da tenra idade, Wozniacki encerrou todas as dúvidas quanto à sua promissora carreira. Na final, 7-5, 6-3 favorável à experiente belga que não esbate o sonho da emergente dinamarquesa, cujo futuro está assegurado.


Para a história, ficam dois contos de fadas: Wozniacki atingiu a primeira final de uma etapa de Grand Slam; Clijsters volta a ser rainha dos courts, depois do interregno para casar e ser mãe. Os aplausos da pequena Jada são uma lição sobre desporto e o mais valoroso troféu de Kim, que prescindiu de algumas etapas no ténis, para constituir uma família. Clijsters é hoje uma jogadora mais completa: mais simpática, mais feliz, mais forte... melhor. Porque há valores que não vêm do desporto, saúdam-se as vitórias de Kim Clijsters.

US Open: O génio de Federer e o puro sangue de Del Potro


Djokovic impotente assiste ao "momento" de Federer


Há jogos em que vale a pena começar pelo fim. Ou quase. Roger Federer liderava o encontro por dois "sets" e no 3º indicava o marcador um 6-5 favorável ao helvético. Novak Djokovic servia para não perder o encontro, mas o jogo de serviço ia fugindo, com um 0-30 a desfavor. O talentoso sérvio serviu com convicção e encontrou numa bola mais curta, a possibilidade de fazer um "amorti". Federer responde em dificuldade junto à rede, deixando todo o court em descoberto, para que Djokovic conseguisse fechar o ponto. Mas um génio pode perder o ponto mas nunca o brio. Federer corre para a bola e de costas para a rede, do fundo do court, faz um fabuloso "passing shot", por entre as pernas, em que qualquer definição por palavras jamais explanará toda a envolvência que o lance gerou (ver lance: http://www.youtube.com/watch?v=O_XUyJvIb3I). Uma das melhores jogadas de sempre, que levou ao rubro todo o Arthur Arshe Stadium. O tranquilo suíço celebrou efusivamente, perante um boquiaberto Djokovic. Nada mais havia a fazer, e Federer seguiria, pouco depois, para a final do Grand Slam americano, a sexta consecutiva, com o marcador em 7-6, 7-5, 7-5. A magia do lance espelha toda a classe e génio do nº 1 mundial, bem como a impossibilidade do sérvio Djokovic contrariar o favoritismo de Federer.
Raça de Del Potro esmaga ambições de Nadal
A outra meia final opôs o maiorquino Rafael Nadal ao argentino Juan Martín del Potro, mas a história é igualmente fácil de contar. Se a meia final anterior fica marcada pela beleza de um ponto, da segunda fica a garra de Del Potro e a inoperância de Nadal, que levou uma lição de ténis do prodígio argentino, que alcança a primeira final de um Grand Slam da sua carreira. Aos 20 anos, Del Potro foi gigante em todos os pontos, vencendo por um triplo 6-2. Apoiado numa agressividade e combatividade únicas, o argentino foi brilhante a servir e nas pancadas de direita, vulgarizando um portento como Rafael Nadal!
Na final, o cliente do costume, Roger Federer, e o emergente Del Potro, um dos tenistas de quem mais se espera futuramente e que realizou das melhores exibições neste US Open. O favoritismo recai sempre do lado do líder mundial, mas Del Potro tem uma posição a rever e provou valer muito mais do que o 6º lugar que detém na lista ATP. Engalanado com a vitória expressiva ante Nadal, promete dificultar a vida ao sempre genial Roger Federer.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

US Open: Gerações cruzadas


Serena Williams ou Kim Clijsters, Yanina Wickmayer ou Caroline Wozniacki, enfrentam-se por um lugar na grande final do último Grand Slam da temporada, nos Estados Unidos. Duas campeãs veteranas e duas jovens estreantes, naquela que será uma final inédita.

Numa prova em que as favoritas foram caindo a um ritmo alucinante, foram várias as surpresas a patentear a etapa americana, foram muitos os sonhos partidos e as metas conseguidas. Alguns sonhos continuam bem vivos.

Serena Williams tenta regressar ao nº1 do ranking WTA, que será seu caso vença a sua meia-final. Mas do outro lado da rede está Kim Clijsters, a belga ex nº 1 mundial, que regressou à competição, após dois anos de paragem. E que regresso da campeã do US Open em 2007. Sonho vivo mantém a campeã do Estoril Open 2009, a também belga Wickmayer, que aos 19 anos cumpre a página mais bonita da edição do US Open. A figurar apenas no lugar 50 da hierarquia mundial, a prodígio belga segue segura e destemida na sua caminhada triunfal em Nova York, que tem como entrave a jovem dinamarquesa Caroline Wosniacki, nº 9 mundial e forte candidata à vaga final. Wozniacki é provavelmente a mais consensual jogadora da prova. Depois de uma época soberba, Wozniacki é, aos 19 anos, a grande promessa do ténis mundial e não desiludiu na último Grand Slam da temporada. Com um ténis de enorme qualidade, não tremeu frente a nenhuma adversária, seguindo fresca depois de uma época desgastante. Se o duelo entre as veteranas Kim Clijsters e Serena promete escaldar por uma vaga, as jovens revelações tudo farão para se estrearem numa final de Grand Slam... aos 19 anos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Wimbledon: O nº 1 fica-lhe tão bem!

Roger Federer bate Andy Roddick e vence 15º Grand Slam

Para um momento histórico, uma final inédita. Roger Federer precisou de 4h18 para ser, em definitivo, o melhor tenista de sempre e … da actualidade. Contra-senso? Nem por isso. Federer venceu o torneio de Wimbledon e com ele completou um total de 15 vitórias em etapas de Grand Slam, patamar nunca antes alcançado por nenhum tenista. Pete Sampras foi relegado para o segundo lugar na lista dos tenistas mais vitoriosos de sempre. E, com esta vitória, Federer ascende novamente à liderança mundial, donde esteve arredado desde Agosto do ano passado. Depois de um interregno à sua cavalgada de 237 semanas no trono, Federer reassume, agora, o seu posto.
Federer continua a fazer história. E que história se fez no court central All England. É que o norte-americano Andy Roddick tudo fez para evitar o destronar do compatriota Pete Sampras. Foram precisos 77 jogos para se apurar o vencedor, na mais longa final de etapas de Grand Slam, que culminou num parcial insólito de 16-14! Para um momento solene, nada melhor do que uma maratona de espectáculo tenístico, no renovado All England, perante 15.000 entusiastas da modalidade, de dois soberbos praticantes.
Roddick até começou melhor, por virtude de um “break” que conseguiu ao 12º jogo, vencendo o 1º “set” por 7-5. Num jogo muito equilibrado, os jogos de serviços foram decisivos, daí terem ocorrido apenas três “roubos” em 77 jogos. Federer colocou-se em vantagem, ao decidir a seu favor os “tie breaks” do 2º e 3º “set”, mas o norte-americano não cedeu e no 4º “set” voltou a travar o saque do helvético, empatando a contenda com um 6-3 a seu favor, levando-a para o decisivo 5º “set”.
Mas, se a final estava a ser equilibrada e emocionante, o último “set” foi electrizante e épico. Sabendo-se que em Wimbledon, não há “tie-break” no derradeiro parcial, ambos os tenistas sabiam que teriam que fazer o difícil: quebrar o serviço ao adversário. Numa partida em que reinaram os ases e uma tremenda eficácia de primeiros serviços, a tarefa não parecia nada moralizadora. Roddick conseguira-o em duas ocasiões e Federer fora mais forte nos “mini-breaks” também por duas vezes, mas para quebrar o saque do adversário, Federer precisou de 77 jogos, ao 30º jogo do 5º “set”. Memorável o poder dos serviços de ambos os tenistas. No meio de tantos recordes, o suíço teve tempo de bater um seu registo, ao fazer 50 ases! Enquanto que o bombardeiro Roddick se ficou pelos 27. Um autêntico tiroteio, que não chegou para bater o recorde do circuito do gigante Karlovic, com 55 ases. Mais uns jogos e Federer aumentava o pecúlio.
Foi a sexta vitória de Federer em Wimbledon, em sete finais consecutivas, a 15ª em etapas de Grand Slam…
São registos que nunca mais acabam e o helvético promete continuar. “Não vou parar por aqui”, garantiu Federer, visivelmente emocionado, no final da frenética partida. Nós agradecemos.

Wimbledon: Tão Serena a dominar os Grand Slam mantém ... 2ª posição

No duelo familiar mais repetido da história do ténis, foi a irmã mais nova a levar a melhor. Serena Williams (2ª WTA) foi mais forte do que Venus (3ª), numa autêntica passagem de testemunho. Serena precisou apenas de dois “sets” para suceder a Venus como vencedora de Wimbledon. 7-6 (7/3) e 6-2 são os parciais que ditam a 3ª vitória em Wimbledon da Williams mais nova, no seu 11ª Grand Slam. Não deixa de ser uma vitória surpreendente. Venus procurava o sexto título em Wimbledon e parecia mais capaz de o conseguir, depois de um torneio homogéneo, dando mostras de grande força. Serena, pelo contrário, parecia estar numa forma mais tremida. O match-point que evitou na meia-final, frente a Dementieva foi uma prova do seu hipotético abaixamento de forma.
Na final, tudo foi diferente e foi Serena a mais tranquila e mais forte das irmãs, num torneio cada vez mais familiar. Nos últimos dez anos, as irmãs Williams conquistaram a prova por… oito vezes! Um feito notável. Serena Williams superou a irmã e provou ser a melhor tenista da actualidade. Como a própria frisou no final do encontro, venceu três das últimas quatro provas de Grand Slam, estando, assim, no …. 2º lugar da hierarquia mundial. Mais insólito do que isto, só mesmo acrescentar que no nº 1 continua, destacada, a russa Dinara Safina, a mesma que nunca venceu qualquer prova do Grand Slam e que Venus Williams “atropelou” na meia-final por 6-1, 6-0.

Wimbledon: Roddick pôe fim à "Murraymania"


Federer faz sétima final consecutiva e enfrenta Andy Roddick

Surpresa nas meias-finais. O norte-americano Andy Roddick, 6º cabeça de série, defraudou o sonho britânico, ao derrotar a esperança escocesa Andy Murray. Wimbledon viveu momentos de grande loucura em torno do 3º melhor tenista da actualidade e candidato a vencer o Grand Slam britânico, o que não acontece há 73 anos! A espera é longa e a euforia na busca de um sucessor para Fred Perry pressionou Murray, num forte empurrão para a vitória. Mais forte do que o apoio de todo o court central de All England foi a pancada certeira de Roddick, que fez mais uma exibição estonteante, baseada num jogo de serviço, no mínimo, poderoso. O norte-americano é um verdadeiro homem-bomba. Não é só os ases que desfere (e não são poucos), mas também a fantástica eficácia de primeiros serviços portentosos, que dificultam (e muito!) a resposta ao adversário. Os parciais 6-4, 4-6, 7-6 (9/7), 7-6 (7-5) mostram o equilíbrio do encontro e a maior acutilância do norte-americano, nos momentos decisivos.
Roddick está numa forma fantástica e consegue a sua terceira final em Wimbledon, onde reencontra o adversário de sempre: Roger Federer. Ora, ter Federer do outro lado da tela não é muito bom prenúncio. E Roddick sabe-o melhor que ninguém. Em 20 encontros, averbou 18 derrotas, 3 delas em finais de Grand Slam (2 em Wimbledon). Não há duas sem três, dirá Federer. À terceira é de vez, pensará Roddick.
Federer teve uma meia-final menos conturbada do que Roddick, mas o veterano alemão Tommy Haas mostrou argumentos. 7-6 (7/3), 7-5, 6-3 foram os parciais que Federer construiu sem grandes sobressaltos, mas com elevado nível tenístico. O tenista helvético chega assim à 7ª final consecutiva em Wimbledon, na 20ª final de etapas de Grand Slam. 14 vitórias e 5 derrotas, para um único adversário, o espanhol Rafael Nadal. Roddick é o adversário que se segue e aqui o saldo é bem mais favorável a Federer, que procura um novo recorde: 15 vitórias em Grand Slam para se isolar de Pete Sampras (14).

sábado, 4 de julho de 2009

Wimbledon: Final Williams... outra vez

Em mais um duelo russo-americano, as norte-americanas Veus e Serena Williams sobrepuseram-se às russas Dinara Safina e Elena Dementieva, respectivamente. Num misto de força e talento, as irmãs Williams garantiram mais uma final de uma etapa de Grand Slam, a oitava, e repetem a final da edição transacta do torneio de Wimbledon. Nas meias-finais, Serena garantiu a presença na final a custo, depois da excelente réplica da nº 4 mundial Dementieva. Os parciais 6-7, 7-5, 8-6 mostram o equilíbrio como nota do encontro. Veus teve menos trabalho para bater a líder do ranking, Safina, vencendo por uns descansados 6-1, 6-0. Safina esteve irreconhecível, dando mostras de perda física nesta fase da época. Venus, pelo contrário, está no limite da sua força, na defesa do seu título.
A final tem o aguardado confronto familiar (o quarto na relva de Wimbledon), mas Serena terá uma tarefa muito complicada frente à irmã mais velha, que procura o sexto título em All England.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Futsal: Da "negra" se fez Luz para o tricampeonato


Benfica vence Belenenses e sagra-se campeão nacional

O Pavilhão da Luz viveu um momento épico e impróprio para cardíacos. O quinto jogo da final do campeonato nacional de futsal foi um rol de emoções, com direito a prolongamento, onde só o génio de Ricardinho desfez as dúvidas de um título que o Belenenses tudo fez para complicar.
É a terceira conquista consecutiva para as “águias” e a quinta nos últimos 7 anos, num claro sinal de hegemonia benfiquista na modalidade. O Belenenses vendeu cara a derrota e chegou a ter o “pássaro” na mão (nos dois sentidos). Ao quarto jogo, no Restelo, esteve a vencer por 3-0, mas a proximidade do título fê-los tremer e as “águias”, mais rapinadas na questão, levaram a decisão para casa, depois de vencer por 6-3. Na “negra”, o 2-2 no final do encontro fez prolongar as emoções, mas o 4-3 final acabou por sorrir ao Benfica, que, assim, revalidou o seu título.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Futebol: Comandante muda de pelotão


Lucho é primeira (grande) baixa da tropa portista

FC Porto e Marselha chegaram a acordo pelo médio argentino Lucho González. 18 milhões de euros para os cofres portistas e os serviços efectivos de “El Comandante” para os franceses. Lucho despede-se do FC Porto depois de 4 anos plenos de sucesso, onde se sagrou tetracampeão. Ao FC Porto cabe agora encontrar um sucessor à altura de Lucho, sendo certo que com o encaixe financeiro de Lucho, pode encarar o restante mercado de outro modo. Depois do falhanço negocial de Cissokho, o FC Porto garantiu outro fôlego para enfrentar as badaladas negociações de Bruno Alves e Lisandro Lopez, dois dos principais activos deste mercado.
Lucho, aos 28 anos, era um símbolo do clube e um dos capitães de equipa, mas 18 milhões de euros, com mais 6 em suspenso, dependendo dos objectivos atingidos pelo Marselha nos próximos 4 anos, levaram o FC Porto a prescindir dos serviços de Lucho, o comandante do tetracampeonato.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Wimbledon: Quase Michelle!

“Tie break” fatídico na derrota por 7-6, 7-6

Michelle Larcher de Brito sucumbiu face à maior experiência da italiana Francesca Schiavone (43ª WTA). A tenista portuguesa perdeu por um duplo 7-6, em dois “tie breaks”, onde a menina prodígio acusou a curta experiência em torneios de Grand Slam. Frente a uma adversária de 29 anos, a jovem Michelle de Brito vendeu muito cara a derrota. “Faltou experiência”, confessou Michelle no final do encontro. É um facto que 13 anos separam as tenistas, e também é verdade que Schiavone é a 43ª jogadora do ranking, enquanto Michelle (ainda) é 91ª. Mas, em court, a diferença foi mínima. O desempate por “tie break” podia ter caído para qualquer um dos lados, mas a maturidade e maior rodagem da italiana renderam-lhe a vitória.
Acabou assim a primeira experiência de Michelle de Brito no relvado de Wimbledon. O ritmo adquirido, a experiência e os 100 pontos amealhados para o ranking (por chegar À 2ª ronda) são a conquista da portuguesa que, aos 16 anos, é a representante maior do ténis feminino português. Depois de vencer duas rondas em Roland Garros, uma nova vitória em Wimbledon, o que perfaz o total de três vitórias em etapas do Grand Slam. Está a uma vitória de igualar o mais bem sucedido tenista português, Nuno Marques. Com apenas 16 anos!
Segue-se o US Open (quarto Grand Slam da temporada), onde Michelle terá entrada directa garantida. Onde poderá somar novas vitórias para o ténis português.
O carisma e o talento de Michelle Larcher de Brito confirmam a melhor tenista portuguesa de sempre como uma das melhores do mundo. Apesar da polémica que envolve o seu nome, o talento sobrepõe-se às demais questões ruidosas. Com raça, agressividade e muita graciosidade, Michelle Fez um “smash” ao alarido dos decibéis. Por que ela é muito mais do que isso. No imediato, Michelle de Brito não entrega os pontos à primeira a qualque adversária, independentemente do ranking que ocupem. E luta com uma garra única até ao último ponto.
Despediu-se de Wimbledon com um sorriso e agradeceu ao público o apoio demonstrado. A amabilidade do gesto faz crer que Michelle tem planos futuros para cumprir em Wimbledon.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wimbledon: O significado de ser maior aos 16

Michelle Brito na 2ª ronda de Wimbledon

A prodígio portuguesa Michelle Larcher de Brito, 91ª mundial, derrotou a checa Klara Zakopalova (123ª WTA), e qualificou-se para a 2ª ronda do mítico torneio de relva, Wimbledon. A melhor tenista portuguesa de sempre só precisou de dois “sets” para comprovar o estatuto de prodígio mundial, vencendo por 6-2, 7-5. Michelle fez um primeiro “set” brilhante. Aos 16 anos, foi perfeita, no jogo de serviço, na agressividade e na concentração. No segundo parcial decaiu um pouco na qualidade de todos os items, mas manteve a maturidade no tom certo, para selar o jogo no segundo “set”. E nem precisou de gritar muito…
A ex. 27ª mundial foi uma jogadora incapaz de contrariar uma Michelle Brito cada vez mais madura e segura do seu talento. Apesar de muito se falar à volta do seu jogo e, geralmente, não é do que emana da sua raquete, Michelle mostrou-se tranquila, mesmo sabendo que todos os holofotes estavam sobre si. Imune a tudo, a menina prodígio teve maturidade suficiente para fazer um dos seus melhores jogos de sempre. Os decibéis dos gritos de Michelle ferem os ouvidos a muita gente, ou então é orgulho ferido pelo talento precoce da portuguesa. Apesar da tenra idade, Michelle esteve inabalável na resposta às críticas.
Na segunda ronda terá pela frente mais uma prova de fogo. A italiana Schiavone (43ª WTA) é uma jogadora experiente e está em grande forma, prometendo complicar a vida à jovem Michelle. Para já, 100 pontos estão garantidos para o ranking, devendo subir mais alguns degraus na classificação.
Frente à Schiavone, pede-se o melhor ténis à portuguesa, a máxima concentração e agressividade. Quanto a detalhes, que grite à vontade, para que os ecos do seu jogo voltem a orgulhar Portugal.

Wimbledon: De cabeça erguida


Neuza Silva perdeu para Serena Williams

A tenista portuguesa, 155ª WTA, perdeu em dois “sets” frente à poderosa Serena Williams, pelos parciais 6-1, 7-5. Com honras de “court” central, Neuza Silva entrou muito nervosa na partida, cedendo fácil face à segunda jogadora do ranking mundial. No segundo parcial, Neuza encarou a adversária nos olhos e regozijou o momento. Serena teve que suar para derrotar uma determinada Neuza Silva, sem qualquer pressão na sua raquete. Neuza perdeu frente a uma das favoritas à vitória final (provavelmente a maior), mas divertiu-se. Sai de cabeça erguida.

Fórmula 1: Vettel acelera na última vez de Silverstone


O alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, foi o mais rápido na última prova a decorrer no mítico circuito de Silverstone. Depois de garantir a pole position, o jovem Vettel, confirmou a vitória no domingo, a segunda no ano. Button, pela primeira vez da época, ficou fora do pódio, ao cair na sexta posição. Webber foi segundo e deu a dobradinha à Red Bull e Barrichelo subiu ao pódio, na terceira posição, sendo o melhor homem da líder Brawn. Na frente, tudo na mesma. Button manté-se inabalável na liderança, seguido pelo colega Barrichelo, com o benjamim Vettel na terceira posição.

Atletismo: Portugal desce de divisão, com vitórias pessoais prometedoras


A tarefa não era fácil e apesar do brio de todos os atletas, Portugal não conseguiu a manutenção na primeira divisão da Taça das Nações de Atletismo.
Em 40 provas (masculinas e femininas), Portugal somou 200 pontos, classificando-se em 11º lugar. A ambição era o nono posto, meta para a manutenção. Não foi possível, mas melhor era difícil. Em Leiria, foram dois dias de emoções fortes.
Nélson Évora foi brilhante. No salto em comprimento foi segundo e na sua especialidade, foi primeiro no triplo salto (o britânico Idowu voltou a roer-se, contentando-se com o segundo lugar), com marcas de óptima forma. Naide Gomes venceu o salto em comprimento e Rui Silva também foi primeiro nos 1500m. Obikwelu foi segundo nos 100m (perdeu para Dwain Chambers) e Arnaldo Abrantes foi uma grande surpresa. Nos 200m, foi 2º com uma marca fenomenal, conseguindo mínimos para o Mundial de Berlim, em Agosto. Na estafeta dos 100m, recorde nacional tanto para o feminino, como para o masculino (eles que também conseguiram mínimos para o Mundial). Outros recordes foram batidos, numa prova de superação de todos os atletas, que se esforçaram muito, num objectivo comum muito difícil.
A Alemanha venceu a prova, relegando a Rússia para a segunda posição, no dia em que um francês ousou o recorde de Sergei Bubka. Depois de saltar 6,01m, Lavillene tentou 6,10m. Foi por pouco…

Wimbledon: Neuza Silva estreia-se no quadro de Grand Slam


A tenista portuguesa Neuza Silva conseguiu a qualificação para Wimbledon, após três jogos perfeitos. Neuza nunca antes conseguira tal proeza, juntando-se a Michelle Larcher de Brito e Frederico Gil no quadro principal do torneio londrino. Na estreia de Neuza numa etapa de Grand Slam, a madrinha não será a melhor possível: Serena Williams, a nº 2 da hierarquia mundial. A missão não é fácil e toma quase contornos de impossível, mas a vitória de Neuza foi consumada. Qualificar-se para um Grand Slam é a maior vitória pessoal de Neuza Silva. Daqui para a frente, tudo o que somar é acréscimo. E frente à poderosa norte-americana não se pode pedir muito. Que desfrute do momento e que se divirta em “court”, naquele que será um momento único na sua carreira.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ténis: Machado e Neuza estreiam bem na relva de Wimbledon

Rui Machado e Neuza Silva apuraram-se para a segunda ronda do "qualifying" para a etapa de Grand Slam londrina, Wimbledon. Rui Machado (116º ATP) venceu o italiano Giancarlo Petrazzuolo em dois “sets” pelos parciais de 6-1 e 6-4, enquanto Neuza Silva venceu a britânica Amanda Elliott, 433.ª, em dois “sets” (6-2 e 6-3). Frederica Piedade não foi capaz de igualar os feitos dos compatriotas e perdeu na primeiar ronda para Ksenia Palkina, 185.ª da hierarquia por 7-6 (7-5) e 6-4. Seguem-se novas rondas, numa dura fase de qualificação para os dois tenistas portugueses, que procuram juntar-se a Frederico Gil e Michelle Brito, que têm entrada directa no mítico relvado de Wimbledon.

Ténis: Murray aplica-se para Wimbledon

O tenista escocês Andy Murray (3º ATP) está apto a representar a armada britânica na etapa caseira de Grand Slam, Wimbledon. No mais importante torneio de preparação para o mítico relvado, Queen’s, Murray derrotou, na final, o norte-americano James Blake, em dois “sets” (7-5, 6-4).
Com os favoritos Nadal e Federer a optarem por descansar antes de Wimbledon, Murray aproveitou para apurar a forma e dominar o torneio. Há 71 anos que um tenista britânico não vencia Queen’s, uma boa perspectiva para a “seca” britânica em Wimbledon.

Hóquei em patins: Dobradinha para o suspeito do costume

FC Porto venceu a Taça de Portugal

Num jogo de nervos, o FC Porto derrotou o arqui-rival Benfica, por 2-1, vencendo a Taça de Portugal de hóquei em patins. É a 14ª taça dos azuis-e-brancos e a 10ª dobradinha do clube, dias depois de terem celebrado o octo-campeonato.
O FC Porto esteve sempre por cima do encontro e apesar de muitas quezílias com a arbitragem (e muitos cartões de todas as cores!), foi com naturalidade que chegaram à frente do marcador. O inevitável Reinaldo Ventura fez o 1-0 na conversão de uma grande penalidade e manteve-se o domínio portista. Até que Filipe Santos pintou a manta. Um contra-ataque primoroso em que o nº2 portista foi o único protagonista. Se fosse futebol, era um golo à Maradona, assim, é um hino ao hóquei, na classe pura do stick de Filipe Santos.
O Benfica viria a reduzir mais perto do fim, num remate do meio da rua de Tiago Rafael. Até ao final do encontro, alguns sustos, que o guarda-redes Edo Bosch, foi resolvendo com segurança. O jogo estava decidido… para o suspeito do costume.

Futebol: A crise (ainda) não chegou ao futebol



Cristiano Ronaldo é jogador do Real Madrid. Chegou ao fim uma das mais longas e embrulhadas novelas contemporâneas. Um namoro longo e à distância culminou num casamento há muito anunciado. Se será uma relação feliz, só o tempo o dirá e Santiago Bernabéu será testemunha privilegiada. Para já, a devoção de Florentino Pérez: pagou 94 milhões de euros por CR7, contando alastrar a sua fé aos adeptos merengues (é preciso vender muitas camisolas para render, ao Real, 94 milhões de euros, digo eu!).
94 milhões de euros é um valor surreal, sobretudo em tempos de crise (será que a crise é mesmo real? Ou é só uma treta para encher os noticiários?). Mesmo que a crise não tenha chegado ao futebol, custa a acreditar que a devoção seja a mesma. Espanha não é excepção, aliás, é até o país com maior número de desempregados da Europa. Talvez a crise seja mais visível na hora de comprar camisolas e ir ao estádio. Esperemos. É o valor mais alto alguma vez envolvido num negócio de futebol, dias depois de uma outra contratação milionária. O médio ofensivo Kaká, melhor jogador do mundo em 2007, foi resgatado ao AC Milan, por 65 milhões de euros. Quantia que a somar aos 94 milhões que o Manchester recebeu por Ronaldo perfazem um montante astronómico. E Perez promete não ficar por aqui. Será tudo uma reacção à “triplete” do eterno rival Barcelona (campeonato, taça do Rei e Liga dos Campeões)?
Florentino Perez quer formar uma nova equipa galáctica, sabendo todos nós, que isso nunca trouxe grandes dividendos ao futebol mundial. Salve-se a imprensa, que volta a ter treinos intensos, jogadores/estrelas juntas e jogos com muitos motivos de debate (para o melhor e para o pior).
Lucro teve o Manchester que amealhou uma soma descomunal e Ronaldo, ao auferir 10 milhões de euros por época (não, não vou comentar). E, segundo o próprio, cumprirá um sonho antigo: jogar no Real Madrid (ou viver mais perto das espanholas, não sei bem).

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ténis: Michelle e Gil em sentidos opostos

Os ecos de Roland Garros continuam a chegar. As exibições dos portugueses no torneio parisiense trouxeram alterações nos rankings da modalidade. Assim, Michelle de Brito estreia-se no top100 do circuito WTA. Nunca uma tenista portuguesa ousou tal feito e Michelle, aos 16 anos, escalou até ao 90º posto da hierarquia mundial. Para tal, valeu a presença na terceira ronda da etapa de Grand Slam em terra batida.
Rui Machado chegou à segunda ronda do torneio, o que o levou a aproximar-se do top100. Machado está no lugar 116 ATP, a sua melhor posição de sempre. Em sentido inverso esteve Frederico Gil. O melhor tenista português de sempre caiu 12 posições e está agora em 78º, fruto da eliminação na primeira ronda de Roland Garros.
Seguem-se novas competições e muda-se de piso. Na relva, os portugueses vão confirmar talentos.
Gil venceu a primeira ronda de um torneio (Queen’s), algo que não sucedia desde o “challenger” da Tunísia e vai agora defrontar o australiano Hewitt, em vésperas de participar em mais uma etapa de Grand Slam, Wimbledon.
Quem também terá entrada directa em Wimbledon é Michelle Brito, que recebeu um “wild-card” da organização. A estonteante participação em Roland Garros fê-la vencer em várias frentes. Afinal, não são sós os gritos estridentes da prodígio portuguesa que a tornam famosa. Há muito ténis na raquete que empossa… deixem-na jogar.

Roland Garros: Momento mágico em Paris

Roger Federer venceu Roland Garros pela primeira vez

Até que enfim! Quem gosta de ténis tem obrigatoriamente que se regozijar com a vitória de Roger Federer. O tenista helvético venceu Roland Garros, a única etapa do Grand Slam que o seu imenso palmarés não contabilizava. De recorde em recorde, Federer concentra em si, paulatinamente, a unanimidade: é o melhor tenista de sempre, dizem colegas e comentadores da modalidade.
Na quarta final consecutiva na terra batida de Paris, Federer logrou a vitória, a 14ª em provas do Grand Slam! Uma obra que nunca mais acaba e, a avaliar pelo fulgor dos seus 27 anos, é também uma obra inacabada.
Robin Soderling não vislumbrou quaisquer argumentos para surpreender Federer. “Deu-me uma aula de como jogar ténis”, confessou o tenista sueco, 25º da hierarquia mundial, após a derrota em três “sets”, ao fim de 1h55. Os parciais 6-1, 7-6 (7/1) e 6-4 atestam a superioridade do nº 2 mundial. Depois da eliminação precoce do ex-campeão Nadal, Federer teve de lidar com a pressão da obrigatoriedade de vencer o torneio e passou por alguns momentos complicados nas rondas anteriores. O alemão Haas e o argentino Del Potro dificultaram-lhe a vida. Na final, não tremeu. Fez um jogo solto, divertido e, consciente que era superior ao adversário, deu um recital de ténis. Esteve sempre melhor o suíço, apoiando-se num jogo de serviço soberbo e numa agressividade constante ao jogo do adversário. Soderling não logrou repetir as gracinhas anteriores, pois o talento de Federer impediu-o de voar mais alto, algo que Rafa Nadal, David Ferrer, Davydenko e González não almejaram.
Lavado em lágrimas, Roger Federer deixou-se cair de joelhos, tocando a terra que há tanto tempo ansiava por uma vitória sua, imediatamente após a obtenção do último ponto do encontro. Para gáudio de quinze mil espectadores eufóricos, Federer confessou estar a viver “um momento mágico”. Depois de mais de um ano a ver Nadal jogar, o helvético parece regressado à melhor forma, após a mononucleose que o afectou. Federer deixou a doença para trás e voltou às vitórias em provas do Grand Slam. E parece em condições de contestar o reino de Nadal, para voltar a empossar o trono, que foi seu até meados de 2008.
A vitória em Roland Garros é a consagração definitiva de Federer que, agora sim, já venceu tudo o que havia para ganhar e não tem mais nada a provar. Ao igualar as 14 vitórias de Pete Sampras, tem como meta bater o americano em títulos do Grand Slam. Depois disso, resta-lhe continuar a deleitar os amantes do ténis, presenteando-os com o seu inigualável talento, com a sua humildade comovente e com a sua alegria de vencer. Federer é um senhor do ténis e… perdoem-me a admiração, mas é o melhor tenista de sempre.

Mundial 2010: Voo de Bruno Alves mantém vivo o sonho do apuramento

A Selecção Nacional venceu a congénere da Albânia por 2-1, em Tirana, e mantém em aberto a possibilidade de se qualificar para o Mundial 2010, a realizar na África do Sul. Assim dito, quase parece simples. Mas não foi. Nem será, seguramente, o resto o restante apuramento. Foi preciso ter a cabeça no sítio certo, para derrotar os albaneses, na negra. A de Bruno Alves, aos 93’. Quando tudo apontava para mais uma desilusão, eis que dos pés de Raul Meireles sai um cruzamento milimétrico para uma impulsão gigantesca se Bruno Alves, que cabeceou para o fundo da baliza.
Antes, Hugo Almeida inaugurou o marcador, que Bogdani empatou dois minutos volvidos. Um empate que o voo de Bruno Alves desfeiteou. Três pontos para a equipa das quinas que não disfarçam mais uma péssima exibição. Mesmo frente a uma equipa sem grandes argumentos, Portugal fez um jogo de nervos, sem soluções ofensivas e sem pressionar as debilidades do adversário. Da equipa, realça-se a estabilidade do meio campo e uma inoperância total daí para a frente. O guarda-redes Eduardo não dá segurança e Duda não é solução para a lateral esquerda, mas dos males o menor. No ataque foi cada um por si e nenhum fez nada. Salvou-se o resultado, quando o central marcou para avançado ver.

Hóquei em patins: FC Porto octo-campeão

Os dragões conquistaram o 18º campeonato da sua história. O oitavo consecutivo! Depois de terminar a fase regular em primeiro lugar, o FC Porto confirmou o estatuto nos play-offs. Na final, derrotou a Juventude de Viana, alcançando a terceira vitória em quatro jogos.
Viana do Castelo lotou o pavilhão local para tentar empatar as contas do título, mas um golo de ouro deu o anunciado “octo” aos azuis-e-brancos. Depois de um embirrante empate final a quatro golos, a sorte sorriu ao FC Porto no prolongamento, num momento de génio de Emanuel Garcia, o avançado argentino que é um dos cinco jogadores presentes nos oito títulos. A seu lado, o guarda-redes espanhol Edo Bosch e os internacionais portugueses Filipe Santos, Ricardo Figueira e Reinaldo Ventura. Também o mentor do sucesso, o treinador Franklim Pais, esteve activamente ligado ao brilharete portista nas oito épocas vitoriosas.
A euforia com que hoquistas e equipa técnica portista festejaram este título, deixa a antever que o dragão é insaciável e que a hegemonia azul-e-branca está para continuar.



Judo: Quatro medalhas portuguesas na Taça do Mundo de Lisboa

A Selecção Nacional de Judo teve um fim-de-semana em grande na Taça do Mundo de Lisboa. Quatro medalhas (três de ouro e uma de bronze) do judo feminino culminam um trabalho fantástico das atletas portuguesas. A esperança Leandra Freitas conquistou o bronze na categoria – 48kg, enquanto que a surpreendente Joana Ramos regressou às vitórias, ao conquistar o ouro em – 52 kg. Duas provas fantásticas que mostram a boa forma do judo português. Sem surpresas, a brilhante Telma Monteiro fez jus à liderança mundial e subiu ao mais alto lugar do pódio, em – 57kg. O que faz de Telma a melhor judoca portuguesa não é o estatuto de favorita que detém em todas as provas, mas sim o modo como confirma esse favoritismo. Telma Monteiro é implacável quando pode e vence por ippon (os três primeiros combates), e é segura e combativa quando precisa, como na final que venceu por yuko. Telma parece tomar sempre a melhor decisão (só se consegue com muito estudo e conhecimento das adversárias), o que aliado à sua resistência e técnica infindável, fazem dela uma das melhores judocas do mundo.
No último dia da competição, o hino nacional voltou a ecoar, ao acompanhar a subida ao pódio de Yahima Ramirez, na primeira vitória de ouro da judoca luso-cubana, a combater na categoria – 72kg.

Roland Garros: Rainha Safina sem fibra para vencer 1º Grand Slam

Kuznetsova campeã em Roland Garros

A russa Svetlana Kuznetsova é a nova campeã de Roland Garros, sucedendo à sérvia Ana Ivanovic. A nº7 mundial impôs-se com admirável superioridade à favorita Dinara Safina, ganhando em dois “sets”, com os parciais 6-4, 6-2.
A líder mundial Safina foi uma sombra da época de sonho que realizou até então, e uma miragem de toda a prova parisiense, voltando a acusar a presença numa final. Recorde-se que Safina nunca venceu uma prova do Grand Slam e foi finalista vencida em Roland Garros, pelo segundo ano consecutivo.
Depois de alguns encontros tremidos, Kuznetsova jogou o seu melhor ténis na final parisiense e aproveitou a intranquilidade da compatriota para vencer o segundo Grand Slam da sua carreira. A tenista de São Petersburgo havia ganho o Open dos EUA, em 2004, frente à também compatriota Elena Dementieva.
Safina, apesar da liderança folgada, é uma rainha contestada. A falta de uma grande vitória no palmarés é uma mancha, que a russa deixou escapar pela terceira vez. Kuznetsova foi justa vencedora, ao tornar a pressão da final na sua maior força. A soviética regozijou-se por desfrutar da presença numa grande final. Enquanto isso, Safina tremia… e continua com um estatuto a confirmar.

Basquetebol: Benfica campeão 14 anos depois

O Benfica sagrou-se campeão nacional de basquetebol, relegando a tri-campeã em título, a Ovarense, para o segundo lugar do pódio.
Numa final à maior de sete jogos, o Benfica precisou apenas de quatro partidas para resolver a questão, selando o triunfo no recinto dos vareiros.
Os encarnados não venciam o campeonato há catorze anos e conquistaram-no com total mérito. Foi a equipa mais forte e regular durante toda a época, depois de uma aposta forte na modalidade, que dá agora o primeiro resultado e logo o título nacional mais disputado: o campeonato. O primeiro lugar na tabela classificativa no final da fase regular (sem derrotas) era um bom prenúncio para o que se seguiu.
Alguma tremideira nos play-offs, para depois culminarem a época com uma final em grande, vencendo, inadvertidamente, todos os jogos realizados.
À Ovarense que sonhava com o “tetra”, apenas há a acrescentar que o segundo lugar lhe assenta como uma luva, depois da parca réplica que deram frente ao Benfica.

Roland Garros: Conto de fadas de Soderling esbarra no sonho de Federer


O sueco Soderling não pára de surpreender. Depois de Nadal e Davydenko, foi a vez do chileno Fernando González ceder face ao 25º tenista mundial.
Soderling chegou a Paris no anonimato, mas o estatuto de tomba – gigantes 2009 já ninguém lho tira. No entanto, para o seu conto de fadas ter um final feliz, o tenista sueco terá de bater mais um cabeça de série, o suíço Roger Federer.
O nº2 da hierarquia mundial alcançou a quarta final consecutiva em Roland Garros, a primeira sem Rafa Nadal do outro lado da rede, no único Grand Slam que falta no vasto palmarés do helvético.
Para se encararem na final, Soderling e Federer tiveram que suar nas meias-finais, esgotando os cinco “sets”, para garantirem lugar na tão ambicionada final de Paris. O sueco Soderling (25º ATP) eliminou o chileno Fernando González (12º), ao vencer a partida pelos parciais 6-3, 7-5, 5-7, 4-6, 6-4. Vitória que lhe garantiu a primeira grande final da carreira.
Habituado a finais está Roger Federer, que tem a oportunidade de igualar o recorde de 14 vitórias em Grand Slams, pertença de Pete Sampras. Vencer Roland Garros é o sonho de Federer, que esteve bem acordado para contrariar o bom nível do jovem Juan Martín Del Potro (5º ATP). O suíço venceu, igualmente, por 3-2, com os parciais de 3-6, 7-6 (7/2), 2-6, 6-1, 6-4. Apesar de alguma irregularidade, o tenista helvético fez por merecer a final de domingo. O argentino Del Potro deu uma boa réplica e complicou a vida a Federer, num emocionante (e bem praticado) jogo de ténis, talvez o melhor encontro até então. A perder por duas vezes, o tenista suíço manteve inabalável o sonho da vitória final em Paris, ao reagir com total segurança aos erros previamente cometidos.
Parece estar de volta à melhor forma Roger Federer. Depois de vencer o Masters de Madrid, o suíço almeja, agora, a consagração máxima no pó de tijolo. O talento do helvético aliado à vontade de ganhar Roland Garros prometem complicar a vida ao “outsider” Soderling. O sueco passa a pressão para o outro lado da tela e, com os pés bem assentes na terra (batida), escreve um lindo conto de fadas: um épico sueco com Paris como cenário.

Hóquei em patins: O regresso do "mágico" do stick

O espanhol Pedro Gil volta a integrar o plantel do FC Porto na próxima época. O avançado é um dos melhores executantes da modalidade e deixou o FC Porto há duas épocas, invocando o apelo da casa. Ingressou no Réus, de Espanha, onde se sagrou campeão europeu recentemente. Pela selecção espanhola, os êxitos sucedem-se, e Gil é pedra basilar na melhor selecção do mundo.
Pedro Gil nunca escondeu as saudades que sente de Portugal e regressa cheio de ambição: “Quero ser campeão europeu no FC Porto”, rematou o avançado.
O hoquista espanhol rescindiu com o Réus, por o clube não conseguir cumprir os contratos com os seus jogadores. Apesar de ter propostas de vários clubes europeus, Pedro Gil optou pelo FC Porto, selando, assim, o amor que, tanto o jogador, como a sua família, nutrem pelo clube e pela cidade portuense. O sentimento é recíproco.
O FC Porto continua a dominar as hostes internas, mas as exibições europeias ressentiram-se com a saída do espanhol. O regresso do “mágico” do hóquei reforça as ambições do FC Porto, sobretudo na Europa, na época em que se estreia no novo pavilhão local, o Dragão Caixa. O hóquei patinado nacional agradece a presença de um dos melhores praticantes mundiais da modalidade e, indiscutivelmente, o melhor patinador nos pavilhões portugueses da última década.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Futebol: Jogo de milhões abre mercado

Fernando Torres renovou pelo Liverpool, onde rectificou os rendimentos. Kaká anda num vendaval entre vários clubes de topo europeu. Ronaldo é cobiçado por vários treinadores. Ibrahimovic é um pinga-amor entre os adeptos…
Os melhores jogadores do mundo, de férias ou ao serviço das selecções, continuam a preencher o discurso futebolístico. O futebol anda numa roda-viva e os reforços andam num vai e vem entre os clubes.
Se alguns clubes optam por blindar as suas estrelas, outros vêem-se a braços com a cobiça pelos seus mais proeminentes atletas. Se bem que, alguns já fazem contas com o dinheiro das vendas, de adquirir novas estrelas. Chelsea e Real Madrid correm por Kaká, enquanto que o Milan quer colmatar o brasileiro com Ronaldo, de quem o Real Madrid não desiste, mas o Manchester United não quer abrir mão do melhor do mundo em 2008.
O campeoníssimo Barcelona mantém-se impávido e sereno, com a sua estrela maior de coração blindado. Todos suspiram por Messi, mas o astro argentino rejeita qualquer negociação. Os catalães sonham com o sueco Ibrahimovic, o avançado que Mourinho não quer perder, mas que o camaronês Eto’o pode render.
O Verão ainda não chegou, mas o mercado está aberto e o ataque às estrelas está lançado. Haja milhões, que me tempos de crise até confundem os comuns mortais. Ou alguém se anda a adiantar nas negociações ou a crise não é tão global como a pintam.
Quem se adiantou em Portugal foi o FC Porto. Dado como certo no Benfica, o lateral-esquerdo Álvaro Pereira assinou pelos dragões, poucas horas depois do central Maicon rubricar o contrato com o campeão nacional. No dia em que Jesualdo Ferreira assinou a renovação, o FC Porto começa a definir a próxima época, já a pensar no assalto aos craques de que o plantel será alvo.

Roland Garros: Demolidora Safina "cheira" primeiro Grand Slam

A russa Dinara Safina está a fazer uma prova imaculada em Paris. A líder do ranking mundial não deixa os créditos por mãos alheias e continua a cimentar a liderança que detém, em pontos, mas sobretudo, em exibições sublimes. São poucos os jogos que a russa cede para as adversárias.
Frente à eslovaca Cibulkova (20ª WTA), a nº 1 mundial venceu por duplo 6-3 e alcançou a segunda final consecutiva de Roland Garros (a terceira de Grand Slam). Na época transacta, a sérvia Ana Ivanovic “roubou-lhe” o sonho, ao vencer o torneio francês. Safina nunca venceu um Grand Slam, mas também nunca esteve tão perto, tal a superioridade que tem demonstrado, bem como uma incrível segurança na terra batida.
Do outro lado da rede, encontrará a compatriota Kuznetsova, sétima cabeça de série, naquele que será o 14º confronto entre as russas. Aí, Safina leva vantagem, com oito vitórias contra as cinco de Kuznetsova. Tira teimas é mesmo na terra batida , com quatro vitórias para cada lado.
Esta época, realce para o torneio de Estugarda (terra batida), onde Kuznetsova derrotou Safina, na final. No entanto, a nº 1 vem de uma moralizadora vitória no Torneio de Madrid, em terra batida.
Algumas curiosidades que marcam uma final, onde Safina é favorita, mas é no pó de tijolo de Paris que tem de o confirmar.