
FC Porto conquistou 17ª Supertaça António Livramento
Na estreia das novas regras de arbitragem, o FC Porto não foi em novidades e conquistou mais uma Supertaça, troféu que junta ao octo-campeonato e à Taça de Portugal. Apesar de alguma confusão, os campeões nacionais pautaram-se pela superioridade habitual.
Algum equilíbrio na primeira parte, com o Benfica a estar em vantagem por duas ocasiões, mas o FC Porto foi providencial a chegar ao empate. Primeiro, respondeu ao golo no reatar do encontro, gorando quaisquer expectativas do adversário de fazer crescer o marcador.
Depois, chegou o tumulto. Numa falta inexistente, o árbitro assinalou livre directo favorável ao Benfica, mostrou cartão azul a Pedro Gil e consequentes dois minutos de inferioridade numérica para o FC Porto. Muita indignação e, dos protestos, resultou mais uma penalização: cartão azul para Franklim Pais e menos um jogador em campo. Apesar de Edo Bosch adiar, a vantagem benfiquista não tardou. Perto do intervalo, com a equipa recomposta, o FC Porto voltaria a igualar a contenda.
Ânimos mais serenos para a segunda parte e os "dragões" cheios de vontade de vencer. As oportunidades sucederam-se e, malgrado algum desperdício e um Ricardo Silva muito inspirado, foi com normalidade que o FC Porto se pôs em vantagem por 5-2.
Depois, a desconcentração penalizou os azuis-e-brancos, que deixaram o Benfica aproximar-se do marcador e, a um minuto do final, reduziram para 5-4. E volta a polémica ao encontro.
O árbitro assinalou uma falta de Reinaldo Ventura, mas não sancionou o jogador com o devido cartão azul. O Benfica excedeu-se nos protestos e em vez de vantagem numérica, ficaram em inferioridade.
Muito barulho no último minuto e os "dragões" marcaram mais um golo, para fechar com 6-4 a favor.
O resultado foi justo, numa grande segunda parte do FC Porto, mas ficou a faltar muita concertação à equipa de arbitragem, que prejudicou - e muito - o espectáculo. As novas regras parecem desajustadas e não devem beneficiar a modalidade, podendo influenciar o resultado. A ausência do cartão amarelo e a inferioridade numérica pode ser muito penoso para as equipas e levar à indignação dos intervenientes. A estreia não foi nada auspiciosa.